Guerra na Europa

Após visita à Ucrânia, secretário de Defesa dos EUA diz: "Queremos ver a Rússia enfraquecida"

Representantes dos Estados Unidos encontram o presidente ucraniano em Kiev e anunciam novo envio de armas

Brasil de Fato | São Paulo (SP) |
Representantes dos EUA em reunião com Zelensky - Twitter Lloyd J. Austin III

O secretário de Defesa do Estados Unidos, Lloyd Austin, e o o secretário de Estado dos EUA, Antony Blinken, visitaram Kiev, a capital ucraniana, neste domingo (24) e encontraram o presidente Volodymyr Zelensky. Após retornar da viagem, Austin declarou que Washington quer ver a Rússia "enfraquecida".

"Queremos que a Ucrânia continue a ser um país soberano, um país democrático capaz de proteger o seu território soberano. Queremos ver a Rússia enfraquecida ao ponto de não poder fazer o tipo de coisa que fez ao invadir a Ucrânia", disse o secretário de Defesa do Estados Unidos. "A Rússia já perdeu muita capacidade militar e muitas de suas tropas. Queremos que eles não tenham a força para reconstituir rapidamente essa capacidade".

Austin e Blinken encontraram Zelensky no Palácio Presidencial em Kiev após pegarem um trem na região sudoeste da Polônia.

Desde que a guerra começou, os Estados Unidos já prometeram US$ 2,6 bilhões (R$ 12,8 bilhões) em equipamento militar para a Ucrânia. E o Pentágono anunciou na última semana o envio de mais US$ 800 milhões (R$ 3,9 bilhões) em "assistência de segurança" para a Ucrânia para a transferência de itens como 72 sistemas de artilharia howitzer, munições e veículos para transportá-los.

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O secretário de imprensa do Pentágono, John F. Kirby, disse que estas armas podem auxiliar os ucranianos na batalha por Donbas, região separatista no leste do país alvo de uma ofensiva russa e principal epicentro do conflito no momento.

"Esses 72 howitzers adicionais ajudarão basicamente a equipar mais cinco... batalhões de artilharia para os ucranianos", disse Kirby. "Isso foi ... muito de acordo com suas necessidades, especificamente em Donbas, e o tipo de luta que já começou lá. E que esperamos que continue nos próximos dias e semanas".

Edição: Arturo Hartmann