Doulas

Artigo | Para mudar o mundo, precisamos mudar a forma de nascer

Lei que garante presença de doulas em maternidades do PR é vitória para os direitos sexuais e reprodutivos das mulheres

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"As mulheres têm medo, não têm nem noção do que significa o parto por cesárea ou natural", relata a doula Érika Sato em reunião técnica.
“As mulheres têm medo, não têm nem noção do que significa o parto por cesárea ou natural”, relata a doula Érika Sato em reunião técnica. | Crédito: Foto: Arquivo Saúde Popular

Esta semana foi aprovada a Lei que garante a presença da doula e de acompanhante em instituições públicas e privadas durante o parto, simbolizando uma vitória para os direitos sexuais e reprodutivos das mulheres paranaenses.

O avanço institucional na legislação vem mostrando a importância da atuação da doula como instrumento preventivo à Violência Obstétrica, visto que só na Procuradoria da Mulher da Assembleia Legislativa do Paraná, 23% das denúncias recebidas envolvem esse tipo de ocorrência.

A atuação da doula reduz os índices de cesárea – lembrando que o Paraná está ocupando o 3° lugar no ranking de cesáreas no Brasil -, reduzindo a duração e a dor do trabalho de parto, promovendo uma experiência de parto e nascimento mais satisfatória, compreendendo-as enquanto um ato político em uma sociedade altamente conservadora.

Ainda há muito para avançar, mas comemoramos o avanço institucional da assistência ao nascer das novas vidas, considerando que todos os desafios que a mulher passa neste momento são benéficos para ela sair desse processo mais fortalecida para cuidar do bebê.

Para mudar o mundo precisamos mudar a forma de nascer.

*Marina Keil é mãe, doula, fisioterapeuta obstetra e militante do Levante Popular da Juventude.

**Este é um artigo de opinião. A visão do autor não necessariamente expressa a linha editorial do jornal Brasil de Fato.

Editado por: Lia Bianchini

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