INFLAÇÃO

Cesta básica fica 6,34% mais cara em Porto Alegre no mês de abril

Capital gaúcha volta a ter a terceira cesta mais cara entre as 17 capitais pesquisadas mensalmente pelo Dieese

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Com recordes sequenciais, inflação brasileira fez ida ao supermercado se tornar ainda mais desafiadora para boa parte da população, que amarga os altos preços dos alimentos | Crédito: Marcelo Camargo /Agência Brasil

A inflação no preço dos alimentos em Porto Alegre elevou o preço da cesta básica em 6,34% no mês de abril, segundo levantamento mensal do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) divulgado na última sexta-feira (6). O valor do conjunto de gêneros alimentícios essenciais ficou em R$ 780,86, colocando novamente a capital gaúcha na posição de terceira cesta mais cara entre as 17 capitais pesquisadas, atrás apenas de São Paulo (R$ 803,99) e Florianópolis (R$ 788).

Com base neste valor, o Dieese aponta que um trabalhador que ganha um salário mínimo, hoje em R$ 1.212,00, gasta 69,65% do seu rendimento para adquirir o básico para sustentar uma família de de quatro pessoas. Segundo cálculos do Departamento, o salário mínimo necessário deveria ser de R$ 6.754,33, ou 5,57 vezes o mínimo atual.


Variação do valor dos produtos da cesta básica em Porto Alegre / Fonte: Dieese

Dos 13 produtos que compõem o levantamento, 11 ficaram mais caros, com destaque para o tomate (25,79%), a batata (14,63%), o leite (13,46%), a farinha de trigo (10,07%) e o óleo de soja (7,15%), o pão (7,07%). A banana foi o único item a registrar queda (-4,41%) e o açúcar ficou estável (0,00%).

Desde o início do ano, a cesta acumula uma alta de 14,34%, com destaque para a batata (49,75%), o tomate (36,72%) e o leite (26,60%). Já quando se observa os últimos 12 meses, a cesta básica registra alta de 24,72%, sendo o tomate (95,62%), o café (63,45%), o açúcar (42,90%), a batata (41,76%) e o leite (32,50%) os itens que mais tiveram aumento.

Aumento em todas as capitais

Pelo segundo mês consecutivo, a inflação no preço da cesta básica registrou aumento nas 17 capitais que compõem o levantamento. Entre março e abril, as altas mais expressivas ocorreram em Campo Grande (6,42%), Porto Alegre (6,34%), Florianópolis (5,71%), São Paulo (5,62%), Curitiba (5,37%), Brasília (5,24%) e Aracaju (5,04%). A menor variação foi observada em João Pessoa (1,03%).


Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos / Fonte: Dieese

Em abril de 2022, conforme o Dieese, o tempo médio necessário para adquirir os produtos da cesta básica foi de 124 horas e 8 minutos, maior do que o registrado em março, de 119 horas e 11 minutos. Também é superior ao observado em abril de 2021, quando a jornada necessária ficou em 110 horas e 38 minutos.

A comparação do valor da cesta em 12 meses, ou seja, entre abril de 2022 e abril de 2021, mostrou que todas as capitais tiveram alta de preço, com variações que oscilaram entre 17,07%, em João Pessoa, e 29,93%, em Campo Grande.


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Editado por: Marcelo Ferreira

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