PERDA INFLACIONÁRIA

Em audiência pública, líderes sindicais cobram do governo do RJ reajuste de piso estadual

Recomposição salarial é para categorias de trabalho sem definição por lei federal, convenção ou acordo coletivo

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Audiência na Alerj teve participação da presidente da Comissão do Trabalho, deputada estadual Mônica Francisco (Psol) | Crédito: Julia Passos/Alerj

Trabalhadores e lideranças sindicais participaram de uma audiência na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), na última quinta-feira (12), para cobrar do governador Cláudio Castro (PL) o reajuste do piso salarial regional para diversas categorias. A estimativa é que o acréscimo deveria ser de, pelo menos, R$ 200 para compensar as perdas inflacionárias.

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O piso fluminense é composto por seis faixas salariais que variam de acordo com categorias de trabalho que não tenham definição por lei federal, convenção ou acordo coletivo. A remuneração mínima estabelecida para as categorias mais baixas é de até R$1.283,73. É o caso de empregadas domésticas, catadores de material reciclável, cozinheiros, garçons e operadores de caixa de supermercado.

Líderes sindicais reclamaram que 2022 já é o terceiro ano sem pisos estaduais salariais e que a reivindicação pela correção com base na inflação é referente aos anos de 2019 a 2021 e apontaram que esse reajuste deveria ser de 21,19%, índice inferior à variação da cesta básica no estado e que leva em conta apenas a inflação.

Presidente da Comissão de Trabalho da Alerj, a deputada Mônica Francisco (Psol) afirmou que o reajuste reivindicado pelas categorias e sindicatos alcançaria dois milhões de trabalhadores no estado do Rio.

"Se o comércio não avança e não consegue vender, é porque o trabalhador não tem dinheiro pra comprar. Para nós, o justo seria uma recomposição salarial de até R$ 200, ou seja, o piso ficaria em torno de R$ 1.400. Isso impacta quem não tá conseguindo comprar o gás e a comida. Isso impacta famílias inteiras", defendeu a parlamentar.

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Trabalhadores presentes na audiência lembraram do contexto de aumento da pobreza no país e no estado do Rio, da pandemia da covid-19, dos altos índices de desemprego e do encarecimento do custo de vida, como a inflação de alimentos e de moradia para quem vive em casa alugada.

Editado por: Eduardo Miranda

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