MONITORAMENTO

Policiais militares do Rio de Janeiro começam a usar câmeras nos uniformes

A instalação do equipamento nas fardas dos PMs atrasou duas semanas por problemas operacionais da empresa responsável

Brasil de Fato | Rio de Janeiro (RJ) |

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Neste primeiro momento, oito batalhões e uma companhia destacada usarão o equipamento - Foto: divulgação/PMRJ

Policiais militares de oito batalhões e de uma companhia destacada do estado do Rio de Janeiro começam a usar câmeras de segurança nos uniformes a partir desta segunda-feira (30). Ao todo, 1.637 PMs usarão o aparelho de monitoramento.

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Os equipamentos começam a ser usados por policiais militares do 2º BPM (Botafogo), 3º BPM (Méier), 4º BPM (São Cristóvão), 6º BPM (Tijuca), 16º BPM (Olaria), 17º BPM (Ilha do Governador), 19º BPM (Copacabana), 23º BPM (Leblon) e 1ª Companhia Independente da Polícia Militar (Laranjeiras). As unidades são subordinadas ao 1º Comando de Policiamento de Área.

O 5º BPM (Praça da Harmonia) e o 22º BPM (Maré) também estavam na lista inicial, mas tiveram a instalação adiada por problemas técnicos.

A instalação das câmeras nas fardas dos policiais deveria ter começado no dia 16 de maio, mas a empresa responsável pela implementação da tecnologia, a L8 Group, alegou problemas operacionais para executar o pedido no prazo estabelecido. O governo do Rio chegou a abrir um processo e a empresa pode ser multada.

Para iniciar a gravação, o policial deve retirar a câmera em uma central de armazenamento e recarga por reconhecimento facial. Depois, fixar o equipamento no uniforme na altura do peito. Imagem e som serão captados durante 12 horas ininterruptamente e transmitidos em tempo real para o Centro de Comando e Controle (CICC) da Polícia Militar (PMERJ), o que não permite edição ou manipulação.

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De acordo com o secretário de Estado de Polícia Militar, coronel Luiz Henrique Pires, esse é um “momento diferenciado para os órgãos de segurança”. Henrique Pires destacou que “neste primeiro momento haverá uma dificuldade e ajustes serão necessários”.

Fonte: BdF Rio de Janeiro

Edição: Jaqueline Deister