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Sem moradia e trabalho, população em situação de rua sofre com a falta de políticas públicas

Programa também traz atualizações sobre a greve dos professores de escolas particulares em Belo Horizonte

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situação de rua
Acompanhe o programa de segunda a sexta-feira às 19h45 por TVs e rádios comunitárias e educativas de todo o país - Rovena Rosa/ Agência Brasil
Pessoas dormindo nas ruas são uma marca do racismo estrutural

Diante da crise sanitária, social e econômica, a situação das pessoas em situação de rua se agravou. De acordo com dados da prefeitura de São Paulo, houve um aumento de 31% dessa população entre os anos de 2019 e 2021, totalizando 31.884 pessoas vivendo nas ruas da cidade. Já em Belo Horizonte, cidade que tem a população em situação de rua quase duplicou em 10 anos, crescendo 270%, segundo dados do Ministério da Cidadania.

Este cenário será tema do quadro Entrevista Central do programa Central do Brasil desta terça-feira (7). O convidado é André Luiz, professor da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG)  e membro titular do Comitê Nacional Pop Rua Jud do Conselho Nacional de Justiça. Ele fala sobre a importância da construção de políticas públicas para estas pessoas e avalia como o Estado tem gerido o tema. "Tivemos poucos avanços na construção de políticas para as pessoas em situação de rua. Falar de pessoas em situação de rua é falar em garantia de moradia, trabalho e renda, aspectos que são direitos dessas pessoas", afirma.

Para André, o perfil da população que vive nas ruas é uma herança da escravidão. "Mesmo após a escravidão, essas pessoas foram jogadas e descartadas nas ruas sem nenhum suporte. Ao analisar o passado, vemos que ainda são pessoas negras que não tem moradia e são obrigadas a sobreviverem nas ruas".

 

E tem mais!

No quadro Trilhos do Brasil, você acompanha como está o processo de privatização do metrô de Recife e como ela afetará a vida dos trabalhadores da empresa e dos usuários do transporte.

Já o Embarque Imediato traz atualizações sobre a greve dos professores das escolas particulares de Belo Horizonte. Entre as reivindicações, os trabalhadores e trabalhadoras pedem recomposição salarial de acordo com a inflação acumulada e um ganho real de 5%.

Fechando esta edição, a Parada Cultural indica o espetáculo teatral “Joãozinho e Laíla: ratos e urubus larguem a minha fantasia” que homenageia o samba e as figuras do carnaval carioca. A temporada começa a partir do dia 9 de junho e segue até 3 de julho, com sessões de quinta a domingo, às 19h, na Arena do Sesc Copacabana ( Rua Domingos Ferreira, 160, Copacabana).

O Central do Brasil é exibido de segunda à sexta, às 19h45, pela TVT-SP, emissoras públicas e comunitárias de todo país e pelo Brasil de Fato nas redes sociais

Sintonize

Para acompanhar o Central do Brasil, basta sintonizar a TVT em uma antena digital, interna ou externa. Na grande São Paulo, o canal é o 44.1 (sinal digital HD aberto); na NET o canal é o 512 (NET HD-ABC); no UHF, a sintonia é 46; 13 na NET-Mogi; e Canal 12 na Vivo São Caetano do Sul.

A sintonia da Rádio Brasil Atual é 98,9 FM na Grande São Paulo. Também é possível acompanhar a programação radiofônica pelo site do Brasil de Fato.

Quem está fora de São Paulo, pode sintonizar a TVT com a parabólica, via satélite. É necessário direcionar a antena para StarOne C3 Freq: 3973 Mhz Pol: Vertical, DVB-s2; SR: 5000 FEC ¾. Confira mais informações neste link.

Dados da menor estação receptora

Antena: Embrasat modelo RTM 2200Std
Focal-Point
Diâmetro 2,2m
Ganho de recepção no centro do Feixe (Dbi) 37,5
G/T da estação (dB/K) 18,4

Edição: Matheus Alves de Almeida