bora galera, jovens

Projeto Chama na Solução seleciona iniciativas para construir um presente-futuro sustentável

Grupos de jovens podem se inscrever até dia 24 de junho no projeto da Unicef por meio de texto ou vídeo

“Não existe mudança individual e não existem grandes mudanças estruturais trabalhadas só no local, mas a gente quer potencializar esse trabalho e formar lideranças”, afirma Natalie Hornos | Crédito: Midia Ninja

O Fundo de Emergência Internacional das Nações Unidas para a Infância (Unicef), em parceria com o coletivo de educomunicação Viração, estão com inscrições abertas até o dia 24 de junho para o edital Chama na Solução

O projeto, que dialoga com os objetivos da Agenda ONU 2030, visa chamar a juventude para pensar saídas criativas para os problemas dos seus territórios, que também dialoguem com questões globais. 

Para se inscrever é necessário ter um coletivo composto por quatro jovens entre 14 e 24 anos. Esses jovens devem ser residentes na cidade de São Paulo, na região metropolitana da capital ou no litoral do estado. A ideia, sobretudo, é encorajar que juventudes caiçaras, quilombolas e indígenas participem deste processo. 

A inscrição pode ser feita por escrito ou por por vídeo

Natalie Hornos, coordenadora do Chama na Solução e membro do Viração, explica como fazer este processo. “As inscrições podem ser feitas tanto em texto quanto em vídeo. A gente colocou essas duas frentes de possibilidade de inscrição entendendo que existe uma diversidade de juventudes que a gente está propondo que sejam aceitas neste projeto. São indígenas, caiçaras, quilombolas, então a gente não queria que o texto fosse uma dificuldade na hora de se inscrever.”

Os coletivos podem ser grupos já estabelecidos ou se juntarem para pensar nessa iniciativa. Natalie afirma que o trabalho em coletivo, é fundamental. “A gente sabe que não existe mudança individual e que não existem grandes mudanças estruturais trabalhadas só no local, mas a partir dessas iniciativas e dessas identificações locais a gente quer potencializar esse trabalho e formar lideranças para o enfrentamento da crise climática.”

O programa será organizado em duas etapas. Na primeira, serão escolhidos dez coletivos que propuserem ações criativas no âmbito do desenvolvimento sustentável, econômico, social e ambiental das suas localidades e do país. Esses grupos participarão de um processo formativo que durará cerca de seis meses. 

Dos dez grupos iniciais, cinco serão selecionados para a segunda etapa. Esses coletivos receberão um recurso chamado "capital-semente', entre R$1.500 até R$4.000, para tirar a ideia do papel e concretizar o projeto em um prazo determinado. 

A divulgação dos resultados será feita no dia 1º de julho no site do coletivo Viração. As atividades do Chama na Solução se iniciam em 6 de julho.

Editado por: Thalita Pires

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