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Coluna | Indústria é contra revogar reforma trabalhista

Reforma trouxe queda de 46% das ações trabalhistas no Brasil, no período de 2016 a 2020

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carteira de trabalho
“Uma das grandes questões da reforma trabalhista, e também bastante controversa, é a possibilidade de negociação com o patrão” | Crédito: Créditos: Reprodução

O programa de desenvolvimento da Confederação Nacional da Indústria (CNI) para as eleições de 2022 é contrário à revogação da Reforma Trabalhista. 21 propostas foram encaminhadas para os presidenciáveis. O que trata do mundo do trabalho é contrário a revogar medidas que reduziram direitos dos trabalhadores.

O documento enaltece a redução das ações trabalhistas como um “avanço”. A reforma trouxe queda de 46% das ações trabalhistas no Brasil, no período de 2016 a 2020, segundo dados do Tribunal Superior do Trabalho (TST).

Os industriais ainda defendem: “outro fator que tem contribuído para o aumento da segurança jurídica no país é o fortalecimento da negociação coletiva. A nova lei trouxe mudanças que reduziram as possibilidades de interferência externa nas negociações coletivas.”

A tese da CNI está em desacordo com a candidatura Lula. O petista disse que pretende rever a reforma, justamente porque enfraqueceu os trabalhadores e os sindicatos. Para o PT, a herança da Reforma Trabalhista são 32,5 milhões de empregos precários.

“Esse é o resultado dos ataques aos direitos dos trabalhadores promovido pela reforma de Temer, que prometeu gerar 6 milhões de empregos, mas o que conseguiu foi aumentar o desemprego, a precarização do trabalho, a exploração sem limites do trabalhador”, diz Ari Aloraldo do Nascimento, da Central Única dos Trabalhadores (CUT). 

Editado por: Lia Bianchini
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