Luto e Luta

Ato ecumênico em Porto Alegre marca uma semana do assassinato de Marcelo Arruda

Manifestação por "Justiça, Paz e Democracia" será realizada no Parque da Redenção, no domingo (17), às 11h

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O guarda municipal Marcelo Arruda foi morto com dois tiros à queima roupa, enquanto comemorava seus 50 anos | Crédito: Reprodução/ Redes Sociais

Está programado para acontecer um ato ecumênico, em memória à passagem de uma semana do assassinato de Marcelo Arruda, em Foz do Iguaçu (PR). O ato está marcado no Parque da Redenção, em Porto Alegre (RS), neste domingo (17), às 11h. 

Haverá manifestações de representantes de diversas religiões. Ao final do ato, será lançado um manifesto em defesa da paz, justiça e da democracia, que está sendo assinado por entidades representativas da sociedade. Estão sendo organizados atos igualmente em Foz do Iguaçu e várias capitais de estados, como Curitiba, São Paulo e Maceió.

A atividade é organizada por um conjunto de partidos, movimentos sociais, sindicais e entidades da sociedade civil. A organização do evento pede "Justiça, Paz e Democracia", e afirma que o ato será em memória a todas as vítimas do ódio e da intolerância política, como Marcelo, Marielle, Anderson, Dom e Bruno, entre tantos outros.


Um ato ecumênico pela paz, justiça e democracia será realizado neste domingo (17), às 11h, no Brique da Redenção, em Porto Alegre. / Reprodução

Ainda de acordo com as entidades que convocam a atividade, o RS tem sido palco de episódios de violência política, principalmente desde 2018, quando houve os ataques à caravana Lula, as agressões sofridas por Manuela D’Àvila nas eleições de 2018 e 2020, nos atos cometidos contra vereadoras em diferentes cidades do estado. Para as organização, é preciso dar um basta nesta onda sistemática de violência, que busca intimidar e impedir a manifestação democrática no Brasil.

Relembre o caso

Planejada por amigos e familiares para celebrar o aniversário de 50 anos do guarda municipal Marcelo Arruda, uma festa de aniversário marcada pela temática petista terminou em tragédia.

De acordo com André Alliana, amigo próximo da vítima, instantes após os convidados cantarem "parabéns" para Marcelo, um homem desconhecido invadiu a área onde ocorria a celebração sob gritos e ofensas contra todos os presentes. "A festa era com temática do PT. Por volta das 23h um sujeito que ninguém conhecia apareceu xingando os convidados, chamando o Lula de desgraçado e esbravejando o nome do Bolsonaro. O maluco disse que voltaria para matar todo mundo. E ele voltou", detalha Alliana.

Diante da flagrante ameaça de morte, Marcelo foi até seu carro buscar sua arma. Minutos depois, o agente penitenciário federal Jorge José da Rocha Guaranho retornou com pistola em punho já disparando contra o aniversariante, o que acabou por vitimá-lo.

Para os organizadores, este foi o mais violento dos crimes praticados por seguidores e entusiastas do discurso de ódio e intolerância de Jair Bolsonaro (PL), seus familiares e aliados.

Contudo, para a Polícia Civil do Paraná, que apresentou nesta sexta-feira (15) a conclusão do inquérito, o assassino não tinha motivação política para cometer o crime, tendo sido indiciado por homicídio duplamente qualificado, por motivo torpe e por causar perigo comum.

"A defesa da vítima reafirma que a motivação do crime foi intolerância política. Agora aguardaremos a posição do Ministério Público", disse o advogado Ian Vargas, representante da família de Marcelo.


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Editado por: Marcelo Ferreira

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