Por que será?

Confiança nas Forças Armadas despenca no Brasil e está entre as menores do mundo, diz estudo

Credibilidade caiu 5 pontos em relação ao ano passado, quando 35% dos brasileiros diziam confiar nos militares

Brasil de Fato | Brasília (DF) |
Forças Armadas se envolveram em escândalos durante o governo Bolsonaro, como a gestão da pandemia pelo general Eduardo Pazuello e a compra de próteses penianas e viagra - Reprodução/Twitter

Pesquisa divulgada nesta terça-feira (9) mostra que a credibilidade das Forças Armadas no país é uma das menores do mundo. A revelação é da edição de 2022 da pesquisa Confiabilidade Global, do Instituto Ipsos, realizada em 28 países entre maio e junho deste ano.

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Os brasileiros estão entre os que menos confiam em suas Forças Armadas quando comparados com habitantes de outros países. De acordo com a sondagem, apenas 30% dos brasileiros acreditam nos militares. O sentimento de credibilidade também caiu em relação ao ano passado, quando o índice foi de 35% entre os brasileiros.

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:: De Olho na Caserna: uma análise das FFAA e da participação militar na política no mês de junho ::

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O índice é igual ao atingido entre os poloneses. E só não é mais baixo do que os verificados entre os colombianos (29%), os sul-africanos (28%) e os sul-coreanos (25%). A taxa brasileira ficou 11 pontos percentuais abaixo da média global, de 41%.

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No recorte por profissões, os professores, cientistas e médicos saíram na frente entre os grupos em que os brasileiros mais confiam. Políticos, ministros e banqueiros ficaram com o maior percentual de desconfiança do povo.

Profissionais mais confiáveis

64% dos brasileiros confiam nos professores;

61% confiam nos cientistas;

59% confiam nos médicos.

Profissionais não confiáveis

76% dos brasileiros dizem não acreditar nos políticos;

64% não confiam nos ministros do governo;

53% não confiam nos banqueiros.

Metodologia da pesquisa

A pesquisa do Instituto Ipsos foi feita no formato online, consultou 21 mil adultos em 28 países entre 27 de maio e 10 de junho. Do total de entrevistados, mil nasceram e moram do Brasil.

Foram ouvidos cidadãos de Argentina, Austrália, Bélgica, Canadá, Chile, China, Colômbia, França, Alemanha, Grã-Bretanha, Hungria, Índia, Itália, Japão, Malásia, México, Holanda, Peru, Polônia, Arábia Saudita, África do Sul, Coreia do Sul, Espanha, Suécia, Suíça, Turquia e Estados Unidos.

Edição: Nicolau Soares