SAÚDE

Síndrome Respiratória Grave tem o mais baixo índice desde o início da pandemia

Segundo Fiocruz, das 27 unidades federativas, apenas Roraima apresenta sinal de crescimento na tendência de longo prazo

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Governo não criou mecanismo para contabilizar resultados positivos dos autotestes e impulsiona subnotificação da covid-19 | Crédito: ©Waldemar Brandt/Unsplash

Os casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) no Brasil estão no patamar similar ao de abril de 2022, o mais baixo desde o início da epidemia de covid-19, segundo a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). Os dados são referentes à Semana Epidemiológica (SE) 32, período de 7 a 13 de agosto.

O novo boletim InfoGripe divulgado nesta quarta-feira (17) pela fundação destaca que, apesar do sinal geral de queda ou estabilização, o aumento recente na faixa etária de zero a 11 anos em diversos estados do Nordeste, Sudeste, Sul e Centro-Oeste chama a atenção. 

“Em termos proporcionais, esse crescimento é ainda mais expressivo na faixa de cinco a 11 anos de idade. Por ser restrito às últimas semanas, ainda não é possível identificar com clareza o vírus responsável por esse aumento, embora o Sars-CoV-2 (covid-19) continue sendo predominante em todas as faixas etárias”, explica o pesquisador Marcelo Gomes, coordenador do InfoGripe.

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O estudo mostra queda na tendência de longo prazo (últimas seis semanas) e estabilidade na tendência de curto prazo (últimas três semanas). Os dados referentes aos resultados laboratoriais por faixa etária apontam que o Sars-CoV-2 se mantém dominante, especialmente na população adulta. 

Estados e Capitais

Das 27 unidades federativas, apenas Roraima apresenta sinal de crescimento na tendência de longo prazo até a semana 32. Das demais, somente duas (Acre e Amapá) apresentam estabilidade. As outras mostram queda na tendência de longo prazo até o mesmo período.

O levantamento aponta que três das 27 capitais apresentam indícios de crescimento na tendência de longo prazo até a semana 32: Belém, Boa Vista e Vitória. Nas demais há predomínio de queda, com nove capitais apresentando estabilidade nesse indicador.

Das 27 capitais, três estão em macrorregiões de saúde em nível pré-epidêmico (Cuiabá, Palmas e São Luís), quatro em nível epidêmico (Belém, João Pessoa, Porto Velho e Vitória), 18 estão em nível alto (Aracaju, Brasília, Campo Grande, Curitiba, Florianópolis, Fortaleza, Goiânia, Macapá, Maceió, Manaus, Natal, Porto Alegre, Recife, Rio Branco, Rio de Janeiro, Salvador, São Paulo e Teresina), duas em nível muito alto (Belo Horizonte e Boa Vista), e nenhuma em nível extremamente alto.

Editado por: Jaqueline Deister

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