Eleições 2022

Participantes da Vigília Lula Livre relatam emoção ao rever Lula em Curitiba

Ex-presidente voltou à cidade no sábado (17), para ato de campanha na Boca Maldita, no Centro

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Ao iniciar discurso, Lula mandou um recado de que a cadeia o fez “amar” Curitiba | Crédito: Foto: Ricardo Stuckert

Após passar 580 dias preso em Curitiba, Lula voltou à cidade neste sábado (17) e foi recebido por mais de 50 mil apoiadores que coloriram quase toda a extensão do famoso calçadão da Rua XV de Novembro. Ao iniciar seu discurso, Lula lembrou o apoio que recebeu de pessoas que ajudaram a manter a Vigília Lula Livre em frente à Superintendência da Polícia Federal, entre abril de 2018 e novembro de 2019.

Para as pessoas que estiveram diariamente construindo a Vigília, o sábado foi um dia de reencontro. Entre as figuras conhecidas da Vigília Lula Livre estava Izabel Aparecida Fernandes, metalúrgica aposentada e moradora do bairro Sítio Cercado.

“Para mim é um dia histórico, porque em 2018 Lula já liderava as pesquisas. E aí prenderam ele e ficou 580 dias preso e nós, reunidos na vigília, acompanhamos toda sua dor. Lula conseguiu que anulassem toda a injustiça. Lula é livre e hoje é com muita alegria que estamos aqui para homenageá-lo. Lula é o povo", afirmou.

A emoção estava estampada nos rostos de paranaenses vindos de todas as regiões do estado. Entre os que vieram em caravanas estavam camponesas e camponeses do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), moradores de comunidades da capital, integrantes da articulação Despejo Zero, do Coletivo Marmitas da Terra e trabalhadores da região metropolitana de Curitiba, além de Comitês Populares.

“Nos 580 dias da sua prisão, nós estávamos juntos, com muita angústia, muita saudade e indignação. Hoje nós voltamos com a vitória preparada. Como ele mesmo disse, um dia prenderam uma rosa, o povo libertou a rosa, e agora a primavera está chegando”, disse emocionado o camponês integrante do MST Pedro Antônio Cardoso Carvalho, morador do assentamento Dorcelina Folador, do município de Arapongas, norte do Paraná.

Edna dos Santos, moradora do acampamento Maila Sabrina, em Ortigueira, também fez parte dos milhares de militantes do MST que se revezaram para manter a resistência ao lado do local onde Lula ficou preso.

"Participei várias vezes da Vigília Lula Livre, estivemos dando uma força para nosso presidente Lula. Hoje foi um dia muito emocionante, porque a gente viu que tem muita gente do nosso lado, isso é reconfortante”, contou a agricultora.

Local histórico 

O ato de Lula em Curitiba aconteceu na Boca Maldita, no Centro, local em que, no dia 12 de janeiro de 1984, cerca de 40 mil pessoas se reuniram em um comício pelas Diretas Já, para pedir as eleições diretas e o fim da ditadura militar.

“Este comício tem o mesmo simbolismo do que foram as Diretas Já, nos anos 80. Hoje, toda a Boca Maldita e o entorno foram tomados por milhares de militantes que vieram nesse comício histórico que sinaliza um desejo enorme por mudanças”, analisou Roberto Baggio, da coordenação nacional do MST.

Para o dirigente, a força da mobilização de sábado mostra a retomada da luta popular para derrotar o projeto ultraconservador em curso no Brasil. “Assim como há 40 anos derrotamos a ditadura, agora as eleições deste ano buscam derrotar o nazifascimo, esse governo de extrema direta, e aqui está a arrancada final", afirmou.

*Com informações do Setor de Comunicação e Cultura do MST-PR

Editado por: Lia Bianchini
Grupos de Trabalho da APUFPR

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