Levantamento BdF

Mapa do voto: Quem seriam os governadores eleitos hoje e onde haveria segundo turno

Apenas duas mulheres lideram a corrida nos 27 estados, que seguem divididos entre lulistas e bolsonaristas

São Paulo | SP |
Dos 32 partidos habilitados para a disputa das eleições, 11 poderiam eleger governadores em 2022, de acordo com as pesquisas - Marcelo Camargo/Agência Brasil

Levantamento feito pelo Brasil de Fato, utilizando as pesquisas feitas pelo Ipec e Real Time BigData no mês de setembro, mostra que se a votação fosse neste sábado (24), o Brasil conheceria o governador de 12 estados, que venceriam a eleição ainda no primeiro turno: Acre, Amapá, Bahia, Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso, Minas Geais, Paraná, Pará, Rio Grande do Norte, Roraima e Tocantins.

No grupo dos eleitos, haveria apenas quatro candidatos negros (autodeclarados pretos ou pardos): ACM Neto (UB), na Bahia; Helder Barbalho (MDB), no Pará; Wanderley Barbosa (Republicanos), em Tocantins; e Fátima Bezerra (PT), no Rio Grande do Norte, que também seria a única mulher a vencer no primeiro turno.

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Entre os 30 candidatos que disputariam o segundo turno em 15 estados, há apenas mais uma mulher, Marília Arraes (SD), em Pernambuco, que pode ter a companhia de Raquel Lyra (PSDB), que está empatada tecnicamente na segunda colocação na corrida para o governo local com o bolsonarista Anderson Ferreira (PL).

Teresa Surita (MDB) e Márcia Pinheiro (PV) também aparecem em segundo nos estados de Roraima e Mato Grosso, respectivamente, mas perderiam no primeiro turno para Antônio Denarium (PP) e Mauro Mendes (UB).

Apenas seis candidatos a governador, dos 30 que hoje disputariam o segundo turno, são negros: Paulo Dantas (MDB) e Rodrinho Cunha (UB), em Alagoas; Wilson lima (UB) e Amazonino Mendes (Cidadania), no Amazonas; Elmano Freitas (PT), no Ceará; e Weverton Rocha (PDT), no Maranhão.

Siglas

Dos 32 partidos habilitados para a disputa das eleições, 11 poderiam eleger governadores em 2022, de acordo com as pesquisas. Destaque para o União Brasil (6) e MDB (4), siglas que têm vários de seus integrantes compondo o espectro reconhecido como centrão, que governariam 10 estados.

O PT poderia saltar de um governo estadual conquistado em 2018, o Rio Grande do Norte, para três. Além da reeleição de Bezerra entre os potiguares, pode vencer em São Paulo, onde Fernando Haddad lidera em todos os cenários e no Ceará, estado em que Elmano Freitas conseguiu, na última semana, uma virada, de acordo com dois levantamentos, contra o candidato bolsonarista na região, Capitão Wagner (PL).

O PSB também aparece liderando em três estados. Na Paraíba, João Azevedo lidera com folga o primeiro turno, com 35% no Ipec e 33% no Real Time BigData. Para o primeiro instituto, o segundo colocado é Pedro Cunha Lima (PSDB), que soma 20%. No levantamento do segundo, é Veneziano Vital (MDB), que chega a 17%.

No Maranhão, Carlos Brandão, aliado do ex-governador Flávio Dino (PSB), está com 41% no Ipec, contra 20% de Weverton Rocha (PDT), e tenta evitar o segundo turno. O Real Time BigData não fez pesquisa para governador do estado em setembro.

O terceiro candidato que poderia ser eleito pelo PSB é Renato Casagrande, que deve vencer em primeiro turno, de acordo com os levantamentos feitos pelos institutos Ipec e Real Time BigData.

Marcelo Freixo, que está em segundo no Rio de Janeiro, é uma aposta dos pessebistas, mas perde em todos cenários de primeiro e segundo turno para Cláudio Castro, um dos dois candidatos do PL que lideram a corrida eleitoral. O outro é Valmir de Francisquinho, em Sergipe. Porém, a candidatura do sergipano pode ser cassada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que o condenou por abuso de poder econômico nas eleições de 2018.

Lulismo x Bolsonarismo

Entre os líderes das pesquisas nos estados, dez já declararam apoio ao candidato do PT à presidência, Luiz Inácio Lula da Silva. Onze estão ao lado do presidente Jair Bolsonaro (PL), postulante à reeleição. Apenas Romeu Zema (Novo), em Minas Gerais, enfileira a campanha de Felipe D’ávilla (Novo), e André Pucinelli (MDB) é o único apoiador de Simone Tebet (MDB). Quatro candidatos se mantêm neutros.

Seis estados do Nordeste são liderados por lulistas: Alagoas, Ceará, Maranhão, Paraíba, Pernambuco e Rio Grande do Norte. No Sudeste, São Paulo e Espírito Santo, e no Norte, Amapá e Pará.

Bolsonaristas lideram em cinco estados do norte: Acre, Amazonas, Rondônia, Roraima e Tocantins. Além desses, são dois, dos três do sul, Paraná e Santa Catarina; Mato Grosso e Distrito Federal, no Centro Oeste; Rio de Janeiro, no Sudeste; e Sergipe, no Nordeste.

Os apoiadores de Lula estão no MDB (2), Solidariedade (2), PSB (3), além do PT (3). Os bolsonaristas estão divididos no PP (2), UB (3), Republicanos (2), MDB (1), PSD (1) e PL (2).

Edição: Rodrigo Durão Coelho