Teatro de Graça

Peça Palácio do Fim tem apresentações gratuitas nesta sexta e sábado em Porto Alegre

Distribuição de convites tem início nesta terça (27), na seção de Memorial da Câmara Municipal de Vereadores

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Palácio do Fim é uma reflexão humanista sobre as tênues fronteiras éticas, morais e políticas que uma guerra envolve.  | Crédito: Foto: Regina Peduzzi/Divulgação

Primeira montagem gaúcha para o consagrado texto da dramaturga canadense Judith Thompson, Palácio do Fim será exibido gratuitamente na VI Mostra de Artes Cênicas e Música do Teatro Glênio Peres (Av. Loureiro da Silva, 255 – Centro Histórico de Porto Alegre). As sessões da produção da Cia. Incomode-Te serão realizadas nos dias 30 de setembro e 1º de outubro, às 20h. A distribuição de convites vai ser feita a partir de 27 de setembro na seção de Memorial da Câmara Municipal de Porto Alegre e, no sábado (1º), somente 30 minutos antes da apresentação.  
 
Produzido pela Primeira Fila Produções, Palácio do Fim mescla realidade e ficção. É composto por três histórias que dimensionam um dos mais brutais e longos conflitos armados do século: a ocupação norte-americana no Iraque (2003-2011). O título é uma referência ao prédio onde eram colhidos depoimentos de presos políticos durante a guerra. A direção-geral é de Carlos Ramiro Fensterseifer. Liane Venturella e Nelson Diniz compõem o elenco, que tem ainda as participações especiais de Fabiane Severo e Sandra Possani. 

O primeiro texto, intitulado Minhas Pirâmides, conta a história da militar americana Lynndie England (interpretada por Fabiane Severo e Sandra Possani), que ficou internacionalmente conhecida por ser fotografada sorrindo ao lado de prisioneiros iraquianos em Abu Ghraib. A segunda cena apresenta David Kelly (Nelson Diniz) em Colinas de Horrowdown. O personagem é inspirado no inspetor de armas britânico que revelou em entrevista à BBC que as armas de destruição em massa procuradas por George W. Bush e Tony Blair não existiam. No último monólogo, Instrumentos de Angústia, Nehrjas Al Saffarh (Liane Venturella) é a esposa de um líder político iraquiano contrário ao regime. Em um clima intimista, os espectadores se tornam cúmplices das memórias e sentimentos dos personagens. 
 
A trilha sonora original é do músico Angelo Primon e a iluminação, de Nara Maia. Alexandre Navarro assina a cenografia e Guilherme Carravetta De Carli, a criação e edição dos vídeos. 


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Editado por: Marcelo Ferreira

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