Combate ao racismo

Deputada Luciana Genro propõe medalha do Mérito Farroupilha a Seu Jorge

“O Rio Grande do Sul precisa dar uma reposta firme e forte ao racismo sofrido por Seu Jorge", afirma a deputada do PSOL

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Delegacia de Combate à Intolerância investiga atos de racismo proferidos contra Seu Jorge | Crédito: Foto: Reprodução/Instagram

A deputada estadual Luciana Genro (PSOL) propôs a concessão da medalha do Mérito Farroupilha ao cantor Seu Jorge, alvo de racismo em Porto Alegre. O requerimento deverá ser apreciado na próxima reunião da Mesa Diretora da Assembleia Legislativa, no dia 1º de novembro.

“O Rio Grande do Sul precisa dar uma reposta firme e forte ao racismo sofrido por Seu Jorge, que é uma expressão do que vive o povo negro todos os dias em nosso estado e no país. A medalha vem no sentido de levar este reconhecimento ao trabalho do Seu Jorge e todo nosso apoio para fortalecer a luta antirracista”, disse Luciana Genro.

A medalha do Mérito Farroupilha é a mais alta honraria concedida pela Assembleia Legislativa. Cada parlamentar tem direito a oferecer apenas uma durante os quatro anos de legislatura. Genro, que ainda não havia concedido a sua medalha, agora submete o pedido à Mesa Diretora, que precisa aprovar por maioria a proposta. 

“Tenho certeza que a Assembleia Legislativa dará esse importante passo e fará deste ato um momento de solidariedade e fortalecimento da luta antirracista”, conclui a deputada.

Polícia investiga racismo sofrido por Seu Jorge

Seu Jorge fez um show na última sexta-feira (14) no clube social Grêmio Náutico União, em Porto Alegre. Após a apresentação, relatos de manifestações racistas foram publicados na internet, que apontam que parte da plateia teria chamado o artista de “negro vagabundo”, enquanto pessoas reproduziam o som gutural – “Uh, Uh, Uh” – de macacos.

Em vídeo de nove minutos, divulgado na noite desta segunda-feira (17), o cantor Seu Jorge se manifestou, pela primeira vez, sobre os ataques racistas que ocorreram durante sua apresentação. "Muito ódio gratuito e muita grosseria racista", disse.

A Polícia Civil começou a ouvir, nesta quarta-feira (19), depoimentos de testemunhas da investigação de racismo sofrido pelo cantor durante o show. O presidente do Grêmio Náutico União, Paulo José Kolberg Bing, foi ouvido nesta quinta-feira (20) na Delegacia de Combate à Intolerância de Porto Alegre, onde afirmou não ter presenciado manifestações racistas em show do Seu Jorge. 

A delegada responsável pelo caso, Andréa Mattos, afirmou, ao assistir uma primeira gravação do show, que é possível ouvir alguém da plateia falar a palavra "macaco" ao cantor, durante vaias no final da apresentação. O caso é investigado como racismo e o processo está em fase de coleta de depoimentos.


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Editado por: Marcelo Ferreira

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