breve comentário

Antes de reunião de ministros com Bolsonaro, STF emite nota sobre pronunciamento do presidente

Derrotado nas eleições, atual presidente queria se encontrar com ministros mais cedo, mas não conseguiu

Brasil de Fato | Rio de Janeiro (RJ) |
Sede do Supremo Tribunal Federal, em Brasília - Cristiane Sampaio/Brasil de Fato

Momentos após o breve discurso em que não deixou claro se reconhece a derrota do último domingo, o segundo colocado nas eleições presidenciais, Jair Bolsonaro (PL) foi à sede do Supremo Tribunal Federal (STF) para uma reunião com ministros da corte na tarde desta terça-feira (1º).

Antes do encontro, o STF se manifestou oficialmente sobre a fala de Bolsonaro. Em nota oficial com apenas um curto parágrafo, a corte falou sobre "a importância" do pronunciamento, e afirmou que o presidente aceitou a derrota. Além disso, destacou o fato de Bolsonaro ter citado as manifestações em andamento pelo país.

"O Supremo Tribunal Federal consigna a importância do pronunciamento do Presidente da República em garantir o direito de ir e vir em relação aos bloqueios e, ao determinar o início da transição, reconhecer o resultado final das eleições", diz o texto.

Segundo o comentarista Valdo Cruz, do canal GloboNews, Bolsonaro gostaria de ter se encontrado com ministros do Supremo mais cedo nesta terça-feira. O convite para o encontro foi formalizado, mas negado. Os ministros disseram que só aceitariam receber (ou visitar) Bolsonaro após o reconhecimento da derrota.

A colunista Mônica Bergamo, do jornal Folha de S. Paulo, conversou com ministros durante o dia. Um deles resumiu o sentimento, segundo a jornalista: "estamos lidando com um moleque".

Bloqueios

Mais cedo, o plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) referendou a decisão do ministro Alexandre de Moraes que determinou ao governo federal a adoção imediata de "todas as medidas necessárias e suficientes" para desobstruir as rodovias ocupadas por bolsonaristas.

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Em sua decisão, o ministro destacou que a Constituição assegura o direito de greve, manifestação ou paralisação, "não podendo ser exercidos", no entanto, "de maneira abusiva e atentatória à proteção dos direitos e liberdades dos demais".

Edição: Thalita Pires