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Manifestações golpistas
Grupos de manifestantes bolsonaristas foram às portas de quartéis nesta quarta-feira, Dia de Finados, em diferentes partes do país clamar por "intervenção militar".
Sem reconhecer a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nas urnas, grupos protagonizaram cenas como um protesto em que dezenas de pessoas ergueram o braço enquanto cantavam o hino nacional, em gesto que remete à saudação nazista, também conhecida como saudação de Hitler, utilizada pelos nazistas para declarar lealdade ao ditador alemão. O episódio ocorreu em São Miguel do Oeste (SC) e já está sendo apurado pelo Ministério Público.
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As imediações dos comandos militares do Leste, na cidade do Rio de Janeiro, e do Sudeste, em São Paulo, também receberam aglomerações golpistas.
Em entrevista ao Brasil de Fato, o cientista político Paulo Niccoli Ramirez, da Escola de Sociologia e Política de São Paulo, os protestos golpistas foram inflamados pelo discurso dúbio do presidente Jair Bolsonaro (PL) na terça-feira (1º), quando falou pela primeira vez após a derrota no segundo turno e não reconheceu explicitamente a vitória de Lula.
"O chefe de estado tem a capacidade de influenciar na opinião de seus seguidores. Ele deveria ter solicitado um recuo", apontou. "São movimentos locais, de extremistas políticos. São pessoas totalmente deslocadas, que sequer respeitam a Constituição. Tudo isso vai envolvendo o baixo clero e visões fundamentalistas, distorcidas da própria política. Dificilmente você vai ver as próprias Forças Armadas fazerem parte disso."
