A cerimônia de diplomação do presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT), realizada nesta segunda-feira (12) na sede Tribunal Superior Eleitoral (TSE), em Brasília, reuniu centenas de pessoas em frente ao TSE. Representantes de movimentos sociais, populares e sindicais, acompanharam a diplomação.
Membro da direção Nacional do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), Sandra Cantanhede, falou da importância do dia de hoje para a democracia e o povo brasileiro. “Foi uma conquista da democracia, do povo brasileiro, e não poderíamos faltar, vir fazer parte desse momento tão importante que é a diplomação, onde o presidente Lula oficialmente e juridicamente não tem nada que impeça de governar esse país que luta por uma reforma agrária popular. Nos fazemos presentes com essa força, essa massa política para o momento atual que a gente passa”.

Sandra Cantanhede, diretora nacional do MST/DF / Thamy Frisselli
Rogéria Andrade veio de Bocaiúva, norte de Minas Gerais, acompanhar a diplomação. “Na minha cidade foram 75% dos votos garantidos para Lula. Estou representando a minha cidade e torcendo para dar tudo certo. Vamos ter paciência, porque no início do mandato dele não vai ser fácil. Tem muito buraco. Esse Bolsonaro deixou infelizmente o nosso Brasil quebrado”.
Membros do coletivo Borda Luta e Linhas da Resistência, que também estiveram presentes quando Lula estava preso em Curitiba (PR), acompanharam a diplomação. “Estamos com Lula sempre para fortalecer o governo e fazer dele um sucesso total no Brasil do futuro, disse Dirnamara Guimarães, bordadeira.
A cerimônia de diplomação dos eleitos é uma solenidade formal, onde Luiz Inácio Lula da Silva e Geraldo Alckmin receberam os diplomas que os habilitam a tomar posse nos cargos de presidente e vice-presidente, respectivamente, perante o Congresso Nacional. Durante o evento, que marca o fim do processo eleitoral, foram entregues a Lula e a Alckmin os respectivos diplomas assinados pelo presidente do TSE, ministro Alexandre de Moraes.
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Para Katty Hellen da coordenação do Levante Popular da Juventude no DF a diplomação de Lula representa a confirmação do resultado das urnas. “É a vitória da democracia, é a vitória do povo brasileiro que lutou, povo brasileiro que sofreu muito nesse último período, tanto com a pandemia, com a fome e desemprego. Continuaremos lutando pelo povo. As palavras são alívio e esperança”, destacou.
Em seu discurso, Lula agradeceu ao povo brasileiro por presidir o país pela terceira vez e reafirmou o quão é necessário defender a democracia. “A democracia não nasce por geração espontânea. Ela precisa ser semeada, cultivada, cuidada com muito carinho por cada um, a cada dia, para que a colheita seja generosa para todos. Mas além de semeada, cultivada e cuidada com muito carinho, a democracia precisa ser todos os dias defendida daqueles que tentam, a qualquer custo, sujeitá-la a seus interesses financeiros e ambições de poder”.
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Para muitas pessoas que acompanhavam a cerimônia de diplomação, o ato representa o resultado da luta dos últimos seis anos. “Há seis anos o Brasil foi golpeado, a democracia brasileira foi golpeada. Retiraram uma Presidenta legitimamente eleita, sem crime nenhum, simplesmente por ser uma mulher, honesta, competente e que estava colocando o Brasil mais uma vez à frente de várias nações nesse mundo. Dilma saiu, prenderam Lula. Lula ficou 580 dias preso, nós ficamos na resistência por seis anos e hoje tá aí o resultado, Lula foi eleito. Lula é o presidente de 214 milhões de brasileiras e brasileiros e nós estamos aqui. Essa praça aqui tá colorida, tá linda, tá vermelha, está amarela, tá azul, tá verde, tá de todas as cores, e estamos aqui para dizer que a gente não vai se render nunca e que a democracia voltou a respirar”, ressaltou Cláudia Regina, do Núcleo Marisa Letícia do PT/DF.
O paranaense Inácio Sadoviski, do Comitê Popular de Lutas, esteve em alguns acampamentos de resistência e conta que a mobilização ainda é a ferramenta mais importante para fazer um governo melhor para a população. “A presença do povo foi o que ajudou a chegarmos de novo e trazer a sociedade para o governo. A participação popular é muito importante. Teve um desmonte de colocar nosso povo na miséria, mas já revertemos uma vez e vamos reverter de novo”.
Luta de gerações

Rosas de papel crepom com mensagens de apoio a Lula quando esteve preso em Curitiba / Isabele Cristine, Comitê Popular de Luta de Santa Maria Norte DF
Quando Lula esteve preso, três mulheres, Francisca Filha (avó), Denise Caldas (mãe) e Isabele Cristine (filha) que compõem o Comitê Popular de Luta de Santa Maria Norte DF, estiveram presentes em Curitiba, levando rosas feitas de papel crepom e com mensagens de apoio ao presidente. Hoje, elas estiveram no ato reproduzindo a mesma foto com rosas trazendo mensagens de sucesso.
“O comitê do Lula fica na minha casa, na minha residência. Graças a Deus agora chegou a vitória, a gente está comemorando muito, muito chega de sofrimento agora é Lula. A esperança é muito grande e vai dar tudo certo”, falou Francisca.

Reprodução da foto das rosas de papel crepom do Comitê Popular de Luta de Santa Maria Norte DF / Thamy Frisselli
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