Volta à normalidade

Na Argentina, Lula afirma que "Bolsonaro não respeitou a Constituição e as Forças Armadas"

Presidente afirma que vai "colocar as coisas no lugar" após antecessor ter envolvido militares na política

Brasil de Fato | Rio de Janeiro (RJ) |
Em Buenos Aires, presidente falou sobre relação com as Forças Armadas - Reprodução/TV Brasil

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta segunda-feira (23) que o antecessor, Jair Bolsonaro (PL), desrespeitou a Constituição e as próprias Forças Armadas ao colocá-las no centro do debate político, e disse que vai "colocar as coisas no lugar".

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Em visita à Argentina, na primeira viagem internacional após assumir o mandato, Lula falou com a imprensa dois dias após a troca no comando do Exército, e disse que o papel das Forças Armadas "está claro" na Constituição.

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"As Forças Armadas não servem a um político, não existem para servir a um político. Existem para garantir a soberania do nosso país, sobretudo contra possíveis inimigos externos, e para garantir tranquilidade ao povo brasileiro e fazer outras coisas em questões de desastres que possam acontecer no nosso país", pontuou.

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O presidente disse ainda que "não foi possível dar certo" o trabalho do antigo comandante do Exército, Júlio César de Arruda, e garantiu ter tido "uma boa conversa" com o novo ocupante do cargo, Tomás Miguel Ribeiro Paiva. Segundo Lula, Paiva pensa de acordo com o que o presidente tem falado sobre "a questão das Forças Armadas".

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Ainda durante a conversa com a imprensa na capital argentina, o presidente afirmou que seu governo tem um papel de "muita responsabilidade", e isso inclui fazer com que as forças policiais e forças militares "voltem à normalidade".

"Todas as carreiras de Estado não podem se meter na política no exercício da sua função. Essa gente tem estabilidade, essa gente não pertence a nenhum governo, essa gente pertence ao Estado brasileiro, portanto, eles precisam aprender a conviver democraticamente com qualquer pessoa que esteja no governo. E assim vale para os militares", destacou.

Edição: Nicolau Soares