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No primeiro discurso após vitória, Pacheco condena golpistas e diz que trabalhará com governo

Reeleito com apoio de Lula, senador mineiro afirma que "8 de janeiro de 2023 não vai se repetir"

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Pacheco recebeu 49 votos na eleição para a presidência do Senado, contra 32 do bolsonarista Rogério Marinho | Crédito: Roque de Sá/Agência Senado

Em seu primeiro discurso após vencer as eleições para a presidência do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG) prometeu trabalhar pela "pacificação" do país, mas foi taxativo ao condenar os golpistas bolsonaristas que atacaram o Palácio do Planalto e as sedes do Congresso e do Supremo Tribunal Federal (STF) no último dia 8 de janeiro.

Após destacar o trabalho da Polícia Legislativa e da advocacia do Senado, Pacheco destacou que os criminosos estão sendo identificados e encaminhados ao Ministério Público Federal "para buscarmos, além da resposta penal, o ressarcimento pelo patrimônio público violado. Os acontecimentos de 8 de janeiro estão sendo superados, mas jamais serão esquecidos".

"Pacificação é estar do lado certo da História, o lado que defende o Brasil e o povo brasileiro. Para isso, a polarização tóxica precisa ser definitivamente erradicada do nosso país. Acontecimentos como os ocorridos aqui, neste Congresso Nacional, e na Praça dos Três poderes em 8 de janeiro de 2023 não podem e não vão se repetir", disse o presidente reeleito do Senado.

Apoiado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Pacheco somou 49 votos, contra 32 do bolsonarista Rogério Marinho (PL-RN). Eduardo Girão (Podemos-CE) formalizou desistência da candidatura momentos antes do início da votação.

"As disputas democráticas robustecem as instituições, fortalecem a democracia, favorecem o diálogo. Diante disso, eu cumprimento o senador Rogério Marinho, a quem rendo minhas homenagens pela disputa travada. A essência da democracia deve ser esta: solucionar disputas e fazer a divergência pacificamente", afirmou Pacheco.

Apesar do aceno ao adversário bolsonarista (Marinho foi ministro do Desenvolvimento Regional no governo de Jair Bolsonaro) e do discurso a favor de "pacificação", Pacheco fez várias críticas que tiveram como destino claro o entorno e os apoiadores do ex-presidente.

"O discurso de ódio, o discurso da mentira, o discurso golpista, que aflige e afasta a democracia, deve ser desestimulado, desmentido, combatido por todos nós, sem exceções. Lideranças políticas que possuem compromisso com o Brasil sabem disso. O enfrentamento da desinformação deve ser claro, assertivo, direto. Só assim vamos vencer a cultura do ódio, que nos divide e nos enfraquece", pontuou.

"Seremos colaborativos"

Eleito com apoio dos partidos que compõem a base governista, Pacheco afirmou, ainda, que atuará em prol de pautas caras ao governo Lula, como defesa dos direitos das mulheres e minorias, combate ao racismo e responsabilidade ambiental.

"Seremos colaborativos com o poder executivo: o Presidente da República, ministro de estado e instituições de Governo, para viabilizar medidas que permitam a volta do crescimento e o desenvolvimento da infraestrutura nacional. Queremos estabelecer pontes e ajudar a construir soluções", prometeu.

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