DIREITOS DO TRABALHO

Trabalhadores terceirizados da Refap rejeitam proposta da mediação no TRT4 e retomam greve

Por unanimidade, assembleia realizada nesta sexta (3) considerou insuficiente as propostas apresentadas pelas empresas

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Com a negativa para a proposta apresentada, os trabalhadores retomaram a greve | Crédito: Foto: Rafaela Amaral / STIMMMEC

Trabalhadores terceirizados da Refinaria Alberto Pasqualini (Refap), em Canoas (RS), rejeitaram por unanimidade a proposta apresentada pelas empresas na mediação realizada nesta quinta (2) no Tribunal Regional do Trabalho da 4ª Região (TRT4). Com a negativa, tomada em assembleia geral realizada na manhã desta sexta-feira (3), os trabalhadores retomaram a greve.

A assembleia geral contou com a participação massiva de trabalhadores e trabalhadoras das empresas Estrutural, Estel, Engevale, Manserv e Darcy Pacheco, que desde a segunda-feira (30) estão em estado de greve na reivindicação por melhorias nos benefícios e salários ofertados para o trabalho na Parada de Manutenção da Refap.

Segundo explica o Sindicato dos Metalúrgicos de Canoas e Nova Santa Rita (STIMMMEC), que representa os trabalhadores ao lado do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção Civil (STICC), apesar do avanço na abrangência de alguns benefícios, motivou a rejeição do acordo o fato das conquistas serem parciais e, em alguns pontos, terem ficado abaixo do que foi proposto.

Os terceirizados reivindicam a equiparação salarial com os trabalhadores de refinarias da Petrobras de outros estados, que chega a ser 30% maior do que no RS. Além disso, a pauta coletiva pede reembolso de passagem e custos de quem veio de fora do RS, aumento dos valores para alimentação, das horas prêmio ao término da parada de manutenção, participação no Programa de Lucros e Resultados (PLR), previsão de direitos trabalhistas nos contratos (40% da multa de rescisão e seguro-desemprego) e o pagamento de 100% nas horas extras aos sábados.

Greve retomada

Na quarta-feira (1º), a assembleia geral havia deliberado pela suspensão da greve que iniciou na segunda-feira (30), condição imposta na primeira mediação do Tribunal, para que fossem abertas as negociações.

Durante a segunda rodada de mediação, os sindicatos de representação dos trabalhadores, suas assessorias jurídicas, bem como a comissão instituída pelos terceirizados, estiveram reunidos com os representantes das empresas durante quase cinco horas no TRT4 para construir uma proposta. A tratativa foi mediada pelo desembargador Ricardo Martins Costa, vice-presidente do Tribunal, e pela procuradora do Ministério Público do Trabalho (MPT-RS), Silvana Martins.

Com a rejeição da proposta na assembleia desta sexta, os trabalhadores e as trabalhadoras retomaram a greve e permanecem de braços cruzados em frente à Refap.

Para o secretário de Relações de Trabalho da CUT-RS, Paulo Farias, que participou da assembleia, “a mobilização dos terceirizados da Refap, com organização sindical, mostra que esse é o caminho da luta para conquistar direitos e melhorar a renda e as condições de trabalho”.


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Editado por: Marcelo Ferreira

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