EDUCAÇÃO PÚBLICA

Lutando para retomar seu espaço, Instituto de Educação abre ano letivo com exposição

Mais antiga escola de preparação de professores do estado aponta a importância do ensino público de qualidade

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Iniciativa da Frente Parlamentar de Defesa do IE, presidida pela deputada estadual Sofia Cavedon (PT), exposição está no térreo da Assembleia Legislativa do RS | Crédito: Foto: Marta Resing

Com a exposição “154 anos de escola 100% pública – Instituto de Educação General Flores da Cunha (IE) uma história de resistência e compromisso com a Educação pública de qualidade”, a tradicional escola de Porto Alegre abriu nesta segunda-feira (27) o seu ano letivo. Fundado em 1865, ainda durante o Brasil-Império, o IE é o mais antigo centro de formação de professores do Rio Grande do Sul e um dos mais longevos do Brasil.

Montada no Espaço Deputado Carlos Santos, no térreo da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul, a mostra reproduz imagens e colunas publicadas no jornal Correio do Povo tratando criticamente de temas vinculados à educação pública e escrito pela historiadora e ex-aluna do instituto, Regina Portela Schneider. É uma iniciativa da Frente Parlamentar de Defesa do IE, presidida pela deputada estadual Sofia Cavedon (PT), com o apoio do apoio da Comissão de Restauro e do Movimento em Defesa do instituto.

“Queremos voltar para o nosso prédio”

Na inauguração, a historiadora ressaltou a necessidade do instituto retomar e ampliar seu espaço, lembrando que o arquiteto espanhol Fernando Corona, que projetou o prédio em estilo neoclássico em 1935, imaginou um edifício bem maior do que foi construído. “Precisamos retomar nosso espaço para o laboratório, para o grêmio dos estudantes, para a associação dos ex-alunos”, exemplificou.

“Estamos perdendo espaço, perdendo alunos, perdendo salas. Estamos aqui para informar que estamos vivos, queremos permanecer vivos e queremos voltar o nosso prédio”, reforçou Laura Gomes, representante dos estudantes.


Instituto de Educação General Flores da Cunha está em reforma desde 2016 e tem futuro incerto / Foto: Divulgação/Seduc

Há sete anos, o IE foi removido de seu prédio para uma restauração que, até hoje, não foi concluída. Iniciado em 2016, o restauro foi paralisado em 2019 sob a alegação de falta de verba.

No governo Eduardo Leite (PSDB), a situação ficou ainda mais problemática. Leite desenvolve a ideia de abrigar na sede do IE um museu privado, o que ocorreria através de uma parceria com a Organização de Estados Íbero-Americanos, estreitando ainda mais o atendimento da escola.


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Editado por: Marcelo Ferreira

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