passo importante

Polícia Militar do Piauí quer prover formação antirracista para os agentes

Em 2021, em todo país, 65% das vítimas dos policiais eram negras; denúncias de racismo também cresceram

Formação em direitos humanos contaria com apoio de outras secretarias do governo piauiense | Crédito: Governo do Piauí

A Polícia Militar do Piauí estuda a implantação, já a partir do mês que vem, de um projeto antirracista na formação dos agentes de segurança do Estado.

Nessa quarta-feira (01), o comandante-geral da PM, Scheiwann Lopes, se reuniu com representantes da Secretaria de Estado da Assistência Social para discutir a atualização desses cursos de formação.

Assunção Aguiar, superintendente da Promoção da Igualdade Racial e Povos Originários do Piauí, e Professor Bispo, diretor de Igualdade Social, levaram propostas para o projeto de formação antirracista para PMs, que devem ter uma formação mais humanizada com a juventude e com as comunidades em geral.

Segundo o comandante-geral da PM no Piauí, a ideia é modificar os cursos de capacitação, complementando as cargas horárias com o que entendem "ser pertinente para a sociedade", com "respeito à igualdade das pessoas, de gênero, racial e direitos humanos". 

Dados do relatório da Rede de Observatórios da Segurança, lançado em novembro do ano passado, revelam que, em 2021, 75% dos mortos pela polícia no Piauí eram negros. Porcentagem próxima a quantidade de negros no Estado, 74%, de acordo com o IBGE, Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística.

Porém, os casos de morte de negros em ações da polícia sobem ao observar somente a capital, Teresina, onde a porcentagem chega a 83% e ocorrem principalmente nas periferias.

No Brasil, das 3.290 vítimas da letalidade policial, em 2021, 2154 foram pessoas negras.

Os dados foram colhidos pela Rede de Observatórios da Segurança por meio da Lei de Acesso à Informação.

Conteúdo originalmente publicado em: Radioagência Nacional

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