CENTRAL DO BRASIL

Secretária nacional LGBTQIA+ lista os três temas principais de mulheres trans e travestis no 8M

Combate à violência de gênero, assistência médica e oferta de serviços públicos estão entre as pautas

Brasil de Fato|Recife(PE) |
Symmy Larrat foi a primeira presidenta da Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis, Transexuais e Intersexos (ABGLT)
Symmy Larrat foi a primeira presidenta da Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis, Transexuais e Intersexos (ABGLT) - Marcello Casal Jr. | Agência Brasil

A secretária nacional de promoção e defesa dos direitos das pessoas LGBTQIA+, do Ministério dos Direitos Humanos, Symmy Larrat, afirmou que os temas mais urgentes para as mulheres trans e travestis nas mobilizações do Oito de Março são o credenciamento de ambulatórios trans, a revisão das informações do RG e criminalização da transfobia. 

Ela listou estas prioridades em entrevista ao programa Central do Brasil desta segunda-feira(03). O programa tem pautado, desde o início do mês, temas da realidade das mulheres brasileiras, em razão das mobilizações do Dia Internacional da Mulher em todo país. 

"Essas são ações emergenciais. Mas o apagamento foi tão grande, que tem muita coisa que a gente precisa fazer. A gente destaca estas três, mas reconhece que tem muita urgência no processo, que a gente vai ter que se debruçar no próximo período", apontou.  

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Symmy comentou, além disso, sobre a situação do ministério dos Direitos Humanos, as consequências da violência para população LGBTQIA+ e também sobre a ofensiva conservadora contra a população trans, utilizando os casos de crianças e adolescentes para disseminar o pânico moral. 

"A gente precisa reconhecer que a questão de orientação sexual e identidade de gênero afeta diversos momentos da nossa vida. Você não é uma pessoa, e aos 18 anos, de repente, vira uma travesti. Você constrói essa identidade ao longo da vida. A gente tem que reconhecer isso primeiro para que, depois, os equipamentos de crianças e adolescentes consigam entender essas especificidades", explicou. 

Symmy também relatou, no programa, o cenário encontrado no ministério dos Direitos Humanos. 

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"Esse foi o ministério onde a pauta ideológica fez a sua sede. E fez através de uma disputa que causou muitos apagamentos, sobretudo na questão de gênero e orientação sexual", analisou. 

Ela também comentou sobre como a luta das mulheres cis atravessam também a pauta de mulheres trans, travestis e homossexuais. 

" A gente tem que entender que não se constrói política pública, nem luta social, se a gente fizer só com que uma parcela das mulheres chegue nesse lugar. A gente tem que chegar, e esse acesso, essa promoção, tem chegar para todo mundo", concluiu. 

A entrevista completa você acompanha na edição desta segunda-feira do programa Central do Brasil 

Assista agora ao programa completo



E tem mais!

Em Minas Gerais, os movimentos de mulheres se preparam para as manifestações do 8M. No estado, o bolsonarismo continua forte na figura do governador, Romeu Zema, do Partido Novo, e os números da violência contra a mulher preocupam. 

As principais forças políticas da Argentina se preparam para a eleição primária presidencial, que acontecerá em agosto. Ainda há muita coisa por definir. No campo progressista, o atual presidente ainda não decidiu se tenta a reeleição. A direita macrista está rachada, e a extrema-direita ganha terreno. 

O programa Central do Brasil é uma produção do Brasil de Fato. Ele é exibido de segunda a sexta-feira, ao vivo, sempre às 12h30, pela Rede TVT e por uma rede de emissoras públicas parceiras.

Edição: Rodrigo Durão Coelho