Aumento da passagem

Entenda como se cadastrar na tarifa social e pagar R$ 5 no metrô do Rio a partir de abril

O usuário deve cumprir com condições que também foram exigidas para os trens da Supervia; data ainda não foi anunciada

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Estudos da Pontifícia Universidade Católica (PUC) apontam risco de desmoronamento na obra.
Estudos da Pontifícia Universidade Católica (PUC) apontam risco de desmoronamento na obra. | Crédito: Divulgação/Metrô Rio

A tarifa do metrô do Rio de Janeiro vai passar a custar R$ 6,90 a partir de 12 de abril. Após a autorização do aumento, divulgada na última quarta-feira (7), o governo do estado anunciou a criação da tarifa social metroviária, que vai garantir tarifa de R$ 5 para usuários do Bilhete Único Intermunicipal (BUI) que se cadastrarem na nova modalidade.

A data de início do cadastramento de usuários interessados em aderir à tarifa social ainda não foi anunciada. 

Leia mais: RJ: Só 7% dos passageiros da Supervia pagam tarifa social, aponta Observatório dos Trens

Para conseguir o cadastro na tarifa social do metrô, o usuário deve cumprir com condições que também foram exigidas para os trens da Supervia. São elas: possuir obrigatoriamente um cartão RioCard Mais vinculado ao seu CPF; habilitar o Bilhete Único Intermunicipal; declarar possuir ganho mensal de até R$ 7.507,49 e ter entre 5 e 64 anos. Trabalhadores sem carteira assinada ou que não possuem renda também terão direito à tarifa social, desde que façam o cadastramento.

“Com a homologação do reajuste do metrô pela Agetransp, vou dar sequência à criação da Tarifa Social metroviária para garantir o desconto aos passageiros”, escreveu o governador Cláudio Castro, no Twitter. De acordo com ele, “os usuários do Bilhete Único Intermunicipal, aqueles que mais precisam, serão beneficiados com o desconto e passarão a pagar R$ 5. O novo momento do Rio se apoia na estabilidade jurídica, mas, principalmente, no respeito ao povo”.

O cadastro para tarifa social da Supervia foi marcado por desinformação e transtornos aos usuários, conforme reportagem publicada pelo Brasil de Fato. Os entrevistados relataram grandes filas e dificuldade para atendimento presencial e pelo aplicativo.

O reajuste autorizado pela Agetransp para o metrô teve como base o índice de 5,77% da variação referente ao Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que foi calculado pelo IBGE entre os meses de janeiro de 2022 e 2023. Pelo reajuste autorizado, a tarifa poderia ir a R$7,20, mas foi fixada em R$6,90 devido a um acordo feito entre o Estado e a concessionária no âmbito do 8º termo aditivo do contrato de concessão do modal.

Editado por: Mariana Pitasse

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