Direito da mulher

Gestantes poderão ter equipe multidisciplinar obrigatória nos partos da rede pública do Rio

Projeto de lei foi aprovado na última quarta-feira (8) e seguiu para sanção do governador Cláudio Castro

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Crescimento se deu principalmente na transmissão de mãe para filho na gestação ou parto
Crescimento se deu principalmente na transmissão de mãe para filho na gestação ou parto | Crédito: Foto: EBC

A presença de uma equipe multiprofissional para o acompanhamento de todas as etapas dos partos nos hospitais das redes pública e privada estadual pode passar a ser obrigatória no estado do Rio de Janeiro. A resolução é do Projeto de Lei 676/15, da ex-deputada Enfermeira Rejane (PCdoB), aprovado na última a quarta-feira (8), em segunda discussão, na Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj).

O texto seguiu para o governador Cláudio Castro, que tem até 15 dias úteis para sancioná-lo ou vetá-lo.

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A equipe multiprofissional deverá ser composta por médicos obstetras, médicos pediatras, médicos anestesistas, enfermeiros/, enfermeiros obstetras, técnicos de enfermagem, psicólogos, nutricionistas, técnicos em nutrição, farmacêuticos, fisioterapeutas especializados em obstetrícia e ginecologia e assistentes sociais. 

O projeto garante o direito da mulher de escolher sobre o tipo de parto será respeitado, mediante suas condições clínicas, bem como a do feto, após avaliação da equipe multiprofissional.

A medida estabelece uma série de critérios para a execução dos procedimentos dos partos: utilização de plano de parto, medidas para alívio da dor, protocolo de uso de medicamentos, informação à gestante, entre outros. Os conselhos municipais e estadual de saúde deverão criar comissões para acompanhamento da aplicação da norma. 

O descumprimento poderá acarretar ao infrator advertência, multa de até dois mil UFIRs-RJ, aproximadamente R$ 8.665,80, e afastamento dos responsáveis das funções. As unidades de saúde terão o prazo de 180 dias para se adequarem, a partir da publicação da norma em Diário Oficial.

Enfermeira Rejane explica no texto do projeto que o principal objetivo é a melhoria da atenção ao parto realizado nas emergências dos hospitais e clínicas em geral, favorecendo a redução de cesarianas sem indicação clínica e de possíveis eventos adversos decorrentes de um parto não adequado.

 “Os dados estatísticos recentes demonstram que 84% dos partos feitos na saúde privada são cesarianas, e na saúde pública, esse percentual é de 40%, não existindo justificativas clínicas para taxas tão elevadas”.

Editado por: Mariana Pitasse

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