ATENTADO

Juíza determina internação provisória do adolescente que planejou ataque a escola no Rio

Investigação teve início a partir de um alerta do Google à Interpol, que identificou um vídeo publicado no YouTube

Brasil de Fato | Rio de Janeiro (RJ) |
Vídeos mostram adolescente exibindo armas de fogo, falando sobre planos de cometer um massacre na escola e mencionando a data de 20 de abril como dia marcado para a ação (Foto: Arquivo) - Guilherme Santos/Sul21

A juíza Vanessa Cavalieri, da Vara da Infância e da Juventude da Capital, determinou nesta sexta-feira (24) a internação provisória de um adolescente suspeito de planejar um ataque a uma escola no Rio. A investigação teve início a partir de um alerta do Google à Interpol, que identificou um vídeo publicado no YouTube com conteúdo que sugere risco iminente de morte ou lesão grave a terceiros.

Leia mais: Polícia Civil apreende adolescente que planejava ataque a escola do centro do Rio de Janeiro

A Interpol, em cooperação com a Polícia Federal, localizou a escola. Inicialmente, acreditava-se que o responsável pelo vídeo fosse um aluno do colégio, cuja mãe era titular da conta do YouTube. No entanto, a diretora da escola identificou o aluno apreendido pela Justiça como o autor do conteúdo.

Os vídeos mostram o adolescente exibindo armas de fogo, falando sobre planos de cometer um massacre na escola e mencionando a data de 20 de abril como dia marcado para a ação. Essa data coincide com o aniversário do massacre de Columbine, nos Estados Unidos, em 1999, e é associada a uma série de incentivos a ataques a escolas na chamada deep web.

A decisão da juíza Vanessa Cavalieri leva em conta a gravidade dos fatos, indícios suficientes de autoria do ato infracional e o perigo de o adolescente concretizar seus planos caso permaneça em liberdade. Além disso, a investigação aponta para a possível existência de outras pessoas envolvidas no plano.

Leia também: Operação com 13 mortos no Complexo do Salgueiro está entre as mais letais do Rio de Janeiro

Foi determinada também a busca e apreensão de todos os equipamentos eletrônicos encontrados na residência do adolescente e do aluno do colégio, bem como a quebra do sigilo de dados e comunicações.

Fonte: BdF Rio de Janeiro

Edição: Eduardo Miranda