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SP: Sob Tarcísio de Freitas e Derrite, letalidade policial disparou em janeiro e fevereiro

Números preocupam especialista em Segurança Pública: “Existe uma influência de comando”

São Paulo | SP |

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Tarcísio de Freitas e Guilherme Derrite, governador e Secretário de Segurança Pública de São Paulo - Foto: Reprodução/Facebook

Dados publicados pelas Corregedorias da Polícia Militar e Civil de São Paulo no Diário Oficial, nesta terça-feira (4), mostram que a letalidade policial aumentou 29% em fevereiro deste ano, comparado com o mesmo mês de 2022.

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Houve um aumento importante, de 42,9%, no número de mortes decorrentes da ação de policiais em serviço. Os índices de letalidade policial estavam em queda em 2022, durante o governo de Rodrigo Garcia (PSDB), principalmente após a instalação de câmeras corporais nas fardas dos agentes.

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No mês de janeiro deste ano também houve registro de aumento na letalidade policial. O número de pessoas assassinadas por civis e militares foi 20% maior, em relação ao mesmo mês de 2022.
 
O aumento de letalidade nos dois primeiros meses do ano, que marcam o início do governo de Tarcísio de Freitas (Republicanos) e da gestão de Guilherme Derrite à frente da Secretaria de Segurança Pública (SSP), preocupa os especialistas, que já enxergam uma nova política adotada pela corporação.

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“A letalidade estava reduzindo e existe uma influência de comando, principalmente a Militar. A outra coisa é que os policiais vão se acostumando com as câmeras e vão criando formas de entender o que está acontecendo e formas de lidar”, afirma Rafael Alcadipani, professor da Fundação Getúlio Vargas (FGV) e membro do Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP).

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Ao todo, 30 pessoas foram assassinadas por policiais em serviço no mês de fevereiro, sendo seis mortes por policiais civis e 24 por policiais militares. De acordo com o Alcadipani, a “morte por policiais em serviço gera uma preocupação e acende um sinal amarelo.”

Edição: Rodrigo Durão Coelho