Onda de violência

Lula sobre ataque em Blumenau: 'Não há dor maior que a de uma família que perde seus filhos'

O criminoso invadiu o Centro Educacional Infantil (CEI) Cantinho do Bom Pastor e matou quatro crianças

Brasil de Fato | São Paulo (SP) |

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Até o momento, não há informações sobre a gravidade da situação das crianças que sobreviveram, nem sobre quantas ficaram feridas - Reprodução/Redes Sociais

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) se manifestou em seu perfil no Twitter sobre o ataque de um homem de 25 anos em uma creche particular em Blumenau, em Santa Catarina, na manhã desta quarta-feira (5).

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"Não há dor maior que a de uma família que perde seus filhos ou netos, ainda mais em um ato de violência contra crianças inocentes e indefesas. Meus sentimentos e preces para as famílias das vítimas e comunidade de Blumenau diante da monstruosidade ocorrida na creche Bom Pastor", escreveu.

O criminoso invadiu o Centro Educacional Infantil (CEI) Cantinho do Bom Pastor, no bairro Velha, matou quatro crianças e deixou outras feridas. O homem atacou as crianças com um machado, de acordo com o delegado local.

Até o momento, não há informações sobre a gravidade da situação das crianças que sobreviveram, nem quantas ficaram feridas. Elas foram encaminhadas ao Hospital Santo Antônio. As crianças têm até dois anos.

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"Na manhã desta quarta-feira (5), um homem de 25 anos adentrou em um estabelecimento educacional localizado no bairro Velha e atentou contra a vida de infantes do local", informou a Polícia Militar de Santa Catarina (PMSC), em nota. O criminoso se entregou ao 10º Batalhão da Polícia Militar, onde foi preso e encaminhado à Polícia Civil.

"É com enorme tristeza que recebo a lamentável notícia de que a creche particular Cantinho do Bom Pastor, em Blumenau, foi invadida por um assassino que atacou crianças e funcionários. Infelizmente quatro não resistiram e morreram, além de três feridos", declarou o governador Jorginho Mello (PL), também em nota.

"Determinei imediatamente a ação das nossas forças de segurança, que já estão no local. Também decretei luto oficial de três dias. O assassino já está preso. Deixo aqui a minha total solidariedade. Que Deus conforte o coração de todas as famílias neste momento de profunda dor", concluiu.

Repercussão 

O pesquisador Daniel Cara, da Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo (USP), afirmou que é "urgente o estabelecimento de uma política nacional contra a violência às escolas". "Mais um ataque, agora contra uma creche. Ataque contra bebês e profissionais da educação! É URGENTE o estabelecimento de uma política nacional contra a violência às escolas. O que estamos esperando?", questionou.

O deputado federal Guilherme Boulos (PSOL-SP) também se posicionou. "Que tristeza! Minha solidariedade às famílias das quatro crianças brutalmente assassinadas hoje em Blumenau. Não são mais casos isolados; é cada vez mais urgente que façamos um debate sério sobre formas de prevenir e combater ataques violentos nas escolas brasileiras", disse em seu perfil no Twitter.

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A também deputada federal Talíria Petrone (PSOL-RJ) se manifestou na mesma linha. "Estamos em choque com a notícia que acaba de chegar sobre um ataque a uma creche em Blumenau, que resultou na morte de quatro crianças. É estarrecedor! Toda nossa solidariedade às famílias!" 

A primeira-dama Janja Lula da Silva acompanhou a manifestação. "Acompanhando com muita angústia as notícias sobre o ataque a uma creche em Blumenau. Toda minha solidariedade e carinho neste momento difícil para as famílias e toda a população da cidade", escreveu em seu perfil no Twitter.

Outros casos 

O ataque se soma a outros ataques e ameaças contra escolas registrados ao longo das últimas semanas no Brasil. No dia 30 de março, um aluno da escola estadual Palmira Gabriel, em Belém, no Pará, foi esfaqueado por um colega. A vítima foi encaminhada ao Hospital Geral de Belém, e o agressor foi levado para a Divisão de Atendimento ao Adolescente (Data), da Polícia Civil. Com ele, foram encontradas outras armas brancas.

Na segunda-feira (3), um adolescente foi apreendido pela Polícia Civil depois se publicar em suas redes sociais que estava planejando um massacre em um colégio público de Londrina, no Paraná. Em sua casa, a polícia encontrou máscara, faca e luvas que aparecem na imagem publicada em suas redes.

"Esse adolescente já tinha sido abordado pela Patrulha Escolar por outras ameaças, mas não mudou o comportamento. Na delegacia, ele alegou que teve o perfil hackeado. Não tinha um alvo específico, seria o maior número possível de vítimas", afirmou o delegado de Homicídios João Reis, na ocasião.

Na semana passada, em São Paulo, um adolescente de 13 anos matou uma professora a facadas, na escola estadual Thomazia Montoro, na Vila Sônia. Ele também feriu dois alunos e outras três pessoas. Segundo a polícia, o agressor anunciou o ataque em suas redes sociais.

Edição: Nicolau Soares