ORIENTE MÉDIO

Israel ataca Síria e vizinhos durante celebrações religiosas em Jerusalém

Com escalada do conflito, Israel disparou contra Damasco, após ataque às Colinas de Golã

Brasil de Fato | São Paulo (SP) |
Soldados israelenses procuram um foguete que caiu nas Colinas do Golã. - Jalaa Marey/AFP

No início deste domingo (9), as Forças de Defesa de Israel (IDF) realizaram ataques contra a Síria. Munições foram lançadas depois que seis foguetes foram disparados pela Síria em direção às Colinas de Golã. Israel também retaliou com ofensivas contra a Faixa de Gaza e o sul do Líbano. A escalada da tensão entre os países ocorre em meio às celebrações da Páscoa Judaica e do Ramadã. 

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Em Damasco, capital da Síria, foram ouvidas explosões; munições foram lançadas das Colinas de Golã, ocupadas por Israel, em direção ao sul da Síria, segundo informações do Ministério da Defesa sírio. Segundo o órgão, não houve nenhuma vítima.

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De acordo com o portal de notícias Estadão, as ofensivas de Israel deste final de semana teriam começado após militantes na Síria terem disparado duas rodadas de foguetes contra Israel e as Colinas de Golã no final deste sábado e início deste domingo. Um grupo palestino baseado em Damasco assumiu a responsabilidade pela primeira rodada de foguetes, afirmando que estava retaliando os ataques na Mesquita de Al-Aqsa ocorridos na última quarta-feira (5). Foguetes também foram lançados contra Israel a partir de Gaza, Líbano e Síria.

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Tensão em Jerusalém

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Durante a semana, Jerusalém Oriental foi palco de uma crescente tensão entre judeus israelenses e muçulmanos, na área do Monte do Tempo, local sagrado tanto para as duas religiões. Embora judeus possam visitar a área da Mesquita al-Aqsa, não é permitido que eles rezem no local. Mas a regra vem sendo quebrada nos últimos anos por judeus ultranacionalistas. 

Neste ano, um grupo ultra-ortodoxo ameaçou fazer um sacrifício animal no local, o que levou um grupo de palestinos a montarem uma barricada no local na quarta-feira (5). A polícia israelense atacou o grupo, deixando catorze pessoas feridas e levando centenas detidas.

No entanto, neste domingo de Páscoa o clima foi de tranquilidade. Cerca de 15 mil judeus se reuniram na manhã de domingo no Muro das Lamentações para a tradicional bênção dos Kohanim. Do outro lado, milhares de palestinos realizaram orações muçulmanas ao amanhecer e ao meio-dia em al-Aqsa, em ritual que compõe as atividades do mês sagrado do Ramadã.

O Papa Francisco abordou o conflito na tradicional bênção Urbi et Orbi, após a missa de Páscoa. O pontífice pediu criação de um "clima de confiança e respeito recíproco, necessário para a retomada do diálogo entre israelenses e palestinos".

Edição: Raquel Setz