CUSTO DE VIDA

Porto Alegre fecha março com a segunda cesta básica mais cara do país 

Tomate, banana, feijão, farinha de trigo e pão foram os produtos que registraram maior alta

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Cesta Básica | Crédito: PBH

Após registrar nos dois primeiros meses do ano a quarta cesta básica mais cara do país, Porto Alegre fechou o mês de março como a segunda mais elevada, entre as 17 capitais brasileiras. De acordo com o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), o conjunto alimentício teve uma variação de 0,65% passando a custar R$ 746,12. Em fevereiro o valor foi de R$ 741,3 e em janeiro R$ 757,33 

Dos 13 produtos pesquisados, seis registraram alta de preço: o tomate (15,76%), a banana (3,61%), o leite (1,96%), o feijão (1,83%), a farinha de trigo (0,82%) e o pão (0,82%). Já seis itens ficaram mais baratos: a batata (-20,87%), o açúcar (-3,49%), o café (-2,71%), o óleo de soja (-2,31%), a manteiga (-0,92%) e a carne (-0,02%). O arroz foi o único item que ficou estável (0,00%).

Nos primeiros três meses de 2023, a cesta registrou retração de 2,55%. Sete itens apresentaram recuo: a batata (-28,29%), o tomate (-24,69%), o óleo de soja (-9,59%), a banana (-6,79%), o café (-2,01%), o açúcar (-1,56%) e a farinha de trigo (-0,41%). Em sentido contrário, seis produtos ficaram mais caros: o feijão (14,59%), o leite (12,30%), o arroz (8,72%), o pão (4,95%), a carne (1,56%) e a manteiga (0,31%)

Queda é registrada em 13 capitais

Assim como aconteceu no mês de fevereiro, o valor do conjunto dos alimentos básicos diminuiu em 13 das 17 capitais onde o Dieese realiza mensalmente a Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos. Entre fevereiro e março de 2023, as reduções mais importantes ocorreram em Recife (-4,65%), Belo Horizonte (-3,72%), Brasília (-3,67%), Fortaleza (-3,49%) e João Pessoa (-3,42%). Já as elevações foram observadas em quatro capitais: Porto Alegre (0,65%), São Paulo (0,37%), Belém (0,24%) e Curitiba (0,13%).

De acordo com a entidade entre março de 2022 e março de 2023, a comparação dos valores mostrou que a cesta apresentou alta em 11 capitais e as maiores taxas ocorreram em Belém (13,42%), Natal (6,90%) e Salvador (5,53%). As reduções foram registradas em outras seis capitais, com destaque para a queda de -3,11%, em Curitiba.

Ainda segundo o departamento, nos três primeiros meses do ano, o custo do conjunto de gêneros alimentícios básicos diminuiu em 11 cidades, com destaque para as variações registradas em Belo Horizonte (-6,00%), Brasília (-4,87%) e Vitória (-4,06%). Já as elevações mais importantes ocorreram em Natal (5,25%) e Aracaju (4,82%).


Custo dos alimentos / Fonte: Dieese

Salário mínimo ideal

Em março de 2023, o tempo médio necessário para adquirir os produtos da cesta básica foi de 112 horas e 53 minutos, menor do que o de fevereiro, de 114 horas e 38 minutos. Já em março de 2022, a jornada média foi de 119 horas e 11 minutos.

Segundo aponta a pesquisa, o trabalhador remunerado pelo piso nacional comprometeu em média, em março de 2023, 55,47% do rendimento para adquirir os produtos alimentícios básicos e, em fevereiro de 2023, 56,33% da renda líquida. Em março de 2022, o percentual ficou em 58,57%.


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Editado por: Katia Marko

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