Rio Grande do Sul

EDUCAÇÃO

Comissão de Educação da Câmara de Vereadores de Porto Alegre discute paz nas escolas

Vereadores reuniram com representantes dos estudantes, professores e município para debater a cultura de paz 

Brasil de Fato | Porto Alegre |
"A escola precisa ser um lugar onde não haja espaço para a violência e para a discriminação”, defende presidente da Umespa - Foto: Fernando Antunes/CMPA

Paz nas escolas foi o tema discutido pela Comissão de Educação, Cultura, Esporte e Juventude (CECE) da Câmara Municipal de Porto Alegre, nesta terça-feira (18). Proposta pelo vereador Giovani Culau e o Mandato Coletivo (PCdoB), a pauta teve como objetivo debater o combate à violência nas escolas com representações dos estudantes, professores e município. Ao fim dos debates, foi encaminhada a formação de um Grupo de Trabalho para a criação de políticas para a promoção da paz nas escolas.

Em sua intervenção, Giovani Culau ressaltou a importância da escuta da comunidade escolar para o desenvolvimento de uma cultura de paz. O parlamentar também enfatizou a importância da valorização dos Recursos Humanos e apontou que soluções como o botão de pânico, implementado pela prefeitura de Porto Alegre, não dão conta da complexidade do tema. “É uma medida insuficiente, se for a única resposta. Botão de pânico é tudo que a gente não quer acionar”, afirmou, pontuando que respostas pontuais e isoladas não resolvem o problema, a discussão tem que ser feita de forma integrada.

O presidente da União Metropolitana dos Estudantes Secundaristas (Umespa), Anderson Rodrigues, destacou que a solução para a violência tem que ir além do policiamento e que a escola precisa “ser um lugar onde não haja espaço para a violência e para a discriminação”.

A revogação do decreto de Melo que restringe o acesso de entidades estudantis e vereadores às escolas de Porto Alegre também foi uma demanda apresentada por representações estudantis e de professores. O decreto foi implementado em meio ao clima de horror no país, poucos dias após o atentado em uma escola em Blumenau (SC), sob o pretexto de controlar o acesso de “cidadãos que não integram a comunidade escolar”. Melo tentou se apropriar do debate sobre a segurança nas escolas para mascarar a criminalização da organização estudantil.

Kaick Pereira, vice-presidente da União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (UBES) no Sul, acredita que a escalada de violência é resultado da política de ódio durante o governo Bolsonaro. “As entidades do movimento estudantil vão trabalhar para combater essa política do ódio e pressionar o Poder Público. Queremos participar das discussões da segurança nas escolas para combater o fascismo e o terror”, reforçou o estudante.

Recentemente a Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul lançou a Frente Parlamentar Pró-Prevenção à Violência nas Escolas, que pretende debater medidas para enfrentar o problema.


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Edição: Katia Marko