Agenda Cultural

Oficina traça retorno à África através do atabaque; confira a programação para o fim de semana

Batalha de rima, teatro de rua, cinema e exposição de artes indígenas são opções para um respiro cultural no DF

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“Os Atabaques Não se Calam” começa neste sábado (20), no CEU das Artes do Recanto das Emas | Crédito: Divulgação

A oficina “Os Atabaques não se Calam” convida todos a um retorno, através da música e do tambor, para a África. Ao longo das oito aulas, que começam neste sábado (20) e vão até 8 de junho, no CEU das Artes do Recanto das Emas, os participantes mergulharão nos valores, saberes e filosofias afrobrasileiras, possibilitando um resgate das culturas africanas e da autoestima negra.

A oficina será ministrada pelo Pai Leandro de Jagum, por Ogã Rafael Maculelê e Ogã Vini de Ogum. Com cantos entoados ao som do ritmo dos atabaques, a oficina busca sensibilizar e estimular a expressão artística e criativa dos presentes através da música e do convívio social. Os encontros acontecem das 16h às 20h. A inscrição pode ser feita no link do projeto

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Neste sábado (20), a partir das 16h, a Batalha das Gurias se soma à Batalha do Grude para levar o ritmo e a poesia ao Mercado Sul, em Taguatinga. Em parceria com o Estúdio Molotov, a primeira edição de batalhas deste ano terá a lista de inscrição aberta por ordem de chegada, com limite de 16 MCs. A inscrição é aberta para todes, com prioridade para MCs de identidade feminina e MCs trans e travestis.

Quem conquistar o primeiro lugar na batalha será premiado com um videoclipe ou um ensaio fotográfico realizado pelo Estúdio Molotov. A batalha será comandada pelas mestres de cerimônias Medro e Lis Martins e o som é por conta de DJ La Bonita. As melhores rimas da noite serão escolhidas por Daymon Luís, vulgo transtornado, e Lari Oyá. 

As Feiticeiras do Cerrado e a Onça Pintada de Sol

Um cortejo, uma procissão misteriosa e aventurosa chega às ruas de Sobradinho, neste sábado (20), no Parque dos Jequitibás, às 17h30. “As Feiticeiras do Cerrado e a Onça Pintada de Sol” é um espetáculo andante que reúne dança, teatro, música, circo e sei-lá-mais-o-quê. Concebido pela Orquestra Alada Trovão da Mata, a obra traz os fantásticos personagens do Mito do Calango Voador, criado por Tico Magalhães e brincado também pelo grupo Seu Estrelo e o Fuá do Terreiro.

Um espetáculo de nascimento e morte. Conduzido pelas Três Marias, as princesas, as feiticeiras do Cerrado. Tudo se principia com o canto das Marias e o nascimento do filho delas: o Avesso. Um cortejo invertido que remonta à velha tradição dos espetáculos de beira-de-estrada. Uma viagem através do universo mítico brasileiro por meio do mais moderno mito popular do cerrado e do Brasil.


“As Feiticeiras do Cerrado e a Onça Pintada de Sol” é um espetáculo andante, concebido pela Orquestra Alada Trovão da Mata, que reúne dança, teatro, música, circo e sei-lá-mais-o-quê / Claraboia Filmes

O novo espetáculo foi desenvolvido dentro do projeto de manutenção da Orquestra Alada intitulado “Um Teatro chamado Rua” e conta com o apoio do FAC (Fundo de Apoio à Cultura do DF). As apresentações acontecem durante os finais de semana em Sobradinho (20/05), no Gama (27/05), no Paranoá (11/06) e, por fim, na Asa Norte (25/06). Todas são livres, gratuitas e contam com intérprete de Libras. 

“A proposta, além da criação e circulação desta apresentação inédita, tem o objetivo de capacitar os nossos integrantes por meio de diversas oficinas das artes da rua como batuque, perna de pau, dança e bonecos gigantes. A manutenção também consiste no apoio de registros de músicas do grupo, no restauro dos figurinos e bonecos, na criação de um catálogo visual das figuras cortejadas pelo grupo e em Oficinas de Gestão Cultural”, explica Tico Magalhães, capitão do grupo.

Cine Brasília

No domingo (21), Dia Internacional da Biodiversidade, o Cine Brasília recebe a estreia do documentário Mulheres na Conservação, de Paulina Chamorro e João Marcos Rosa.filme de 45 minutos faz um recorte das mulheres que estão à frente de ações e estudos sobre Conservação e Meio Ambiente no Brasil. A entrada é gratuita.

O evento começa às 19h, com um coquetel, seguido da exibição do filme às 20h40 e debate com a diretora Paulina Chamorro, pesquisadoras e apoiadores do projeto na sequência.

Para as crianças, está em cartaz a animação brasileira “Chef Jack – O Cozinheiro Aventureiro”, longa-metragem com classificação indicativa a partir de 3 anos, acessibilidade de legendas, libras e audiodescrição.

Chef Jack é um chef de cozinha de bom coração, mas com uma pitada a mais do que o necessário de confiança. Ele é um dos prodígios da Culinária da Aventura, viajando por todos os cantos do planeta cozinhando e achando os ingredientes mais raros e finos para completar suas receitas. Porém, sua vida doce azeda quando erra a mão em uma de suas receitas e sua reputação cai drasticamente. Para provar a todos que seu erro não lhe define, ele entra a competição de culinária chamada de Convergência de Sabores. Mas se ele pensava que iria ganhar essa tranquilamente, Jack precisará aprender a trabalhar em dupla quando é posto junto ao novato Leonard.

Além disso, haverá estreia de três filmes. Rama Pankararu é um deles, o filme narra a história de Bia Pankararu, jovem agente da saúde indígena, está arrecadando fundos para a reconstrução da escola em sua aldeia, que foi destruída durante um incêndio criminoso na noite do segundo turno das eleições de 2018. 

Já o drama histórico “As Órfãs da Rainha” conta a história de Leonor, Brites e Mécia criadas como católicas, sob a proteção da Rainha de Portugal, após a morte dos pais na fogueira da Inquisição, e enviadas para a colônia brasileira no final do século XVI. Elas tentam se adaptar à diversidade e precariedade do Novo Mundo, ignorando a própria origem cristã-nova.

“A Cidade dos Abismos” mostra como a inevitável descida ao inferno é permeada pela amizade e pelo afeto. E as utopias continuam vivas mesmo quando o corpo padece. Glória, mulher trans, Bia, jovem da classe média paulistana, e Kakule, imigrante africano, testemunham uma morte brutal na véspera do Natal. O evento, vivenciado num bar decadente da capital paulista, muda o destino de suas vidas.

Confira a programação completa aqui.

Segue em cartaz

Continua em cartaz até este domingo (21) a peça “JORGE pra sempre VERÃO”. O espetáculo fala sobre a biografia do artista Jorge Laffond, ícone da representatividade negra e LGBTQIAP+.

O Centro Cultural Banco do Brasil abriu uma lista T que garante o acesso gratuito do público trans, basta enviar um e-mail para [email protected] informando nome, CPF, e-mail preferencial, data de nascimento e o dia que deseja ir ao teatro.

Local: Teatro do Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB)

Temporada: até 21 de maio

Horários: de quarta a sábado, às 20h, e domingo às 19h

Ingresso: R$30,00 (inteira) e R$15,00 (meia)

Exposição Nhe´ ẽ Se

A exposição, que tem curadoria de Sandra Benites e Sallisa Rosa e idealização e realização da Via Press Comunicação, chama a atenção para a importância de 12 artistas indígenas, entre reconhecidos e também iniciantes, para exprimir a urgência de desejo de fala, assim como a força política, e a beleza conceitual da arte e das culturas indígenas.


A abertura da exposição Nhe´ ẽ Se aconteceu no dia 9 de maio e contou com presença de autoridades / Foto: Matheus Alves/Divulgação

Nhe´ ẽ Se é uma expressão em guarani que significa em português o desejo de fala, a expressão do espírito e o diálogo como cura.

Local: Galeria Vitrine da CAIXA Cultural Brasília

Temporada: até 09 de julho

Horários: de terça a domingo, das 9h às 21h

Ingresso: entrada gratuita

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Editado por: Flavia Quirino

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