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Apenas 13% da população elegível tomou a vacina bivalente contra a covid

O reforço pode ser administrado em qualquer pessoa que tenha recebido pelo menos duas doses de vacinas monovalentes

Brasil de Fato | São Paulo (SP) |
Atualmente são dois imunizantes bivalentes que circulam no Brasil, ambos da Pfizer - Giorgia Prates

Somente 13% do público elegível no Brasil tomou a vacina bivalente contra a covid-19, disponível desde 24 de abril para todos aqueles com mais de 18 anos, segundo dados do Ministério da Saúde computados pela Folha de S. Paulo. O percentual corresponde a cerca de 21,3 milhões de pessoas. Entre os mais jovens, de 18 a 29 anos, a situação é a mais crítica: apenas 4,8% se vacinaram com a bivalente. 

O reforço pode ser administrado em qualquer pessoa que tenha recebido pelo menos duas doses de vacinas monovalentes. As vacinas bivalentes contam com cepas atualizadas contra o coronavírus, incluindo a proteção contra a variante ômicron. Aprovadas pela Anvisa em novembro de 2022, os primeiros lotes desses imunizantes chegaram ao país em dezembro. 

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Atualmente são dois imunizantes bivalentes que circulam no Brasil, ambos da Pfizer. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) também avalia a possibilidade da aplicação de uma outra, da farmacêutica Moderna. A autorização da agência para o uso das vacinas da Pfizer veio em novembro do ano passado. Contudo, o governo federal não agiu para distribuí-las. 

O diretor do Departamento de Imunizações do Ministério da Saúde, Eder Gatti, orienta “que os municípios aproveitem a oportunidade da visita das pessoas à unidade de saúde para atualizar a imunização contra a covid-19 e, se for possível, atualizar outras vacinas pendentes no calendário de cada um”. 

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Edição: Vivian Virissimo