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RJ: Conflitos sociais e ambientais na região do Porto do Açu serão tema de audiência pública

Megaempreendimento beneficiou empresa de Eike Batista e envolveu propina para o ex-governador Sérgio Cabral

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Relatório do Ibase/UFF estima que aproximadamente 1500 famílias estão sofrendo com a desapropriação
Relatório do Ibase/UFF estima que aproximadamente 1500 famílias estão sofrendo com a desapropriação | Crédito: Relatório do Ibase/UFF estima que aproximadamente 1500 famílias estão sofrendo com a desapropriação

Os conflitos socioambientais na região do Porto do Açu serão alvo de audiência pública nesta sexta-feira (30), a partir das 17h, no auditório do Centro Municipal de Educação Avançada, em São João da Barra, no Norte Fluminense.

O megaempreendimento portuário foi construído há mais de uma década e beneficiou a empresa LLX, de Eike Batista. Anos depois, o então governador Sérgio Cabral confessou em juízo que recebeu propina de Eike para desapropriar mais de 7 mil hectares de terras no entorno do 5º distrito do Açu.

Leia mais: Porto do Açu: Alerj questiona desapropriações que beneficiaram Eike Batista em 2009

A região do Açu, em São João da Barra, era conhecida pela expressiva produção agrícola que movimentava a economia rural do estado. Estima-se que 1500 famílias de pequenos agricultores que trabalhavam na terra foram atingidas com a implantação do porto, e ainda sofrem com as consequências da ação de despejo.

A audiência pública desta sexta (29) vai discutir, além do impacto ambiental da construção do Porto de Açu na região, violações de direitos humanos, posse de terras e a relação da população com as instituições públicas. Vão presidir a sessão os deputados Flavio Serafini (Psol) e Marina do MST (PT).

"Os moradores da localidade foram expulsos de suas terras e seguem sendo impedidos de produzir o seu sustento. Além disso, toda a área no entorno do Porto sofre com os impactos ambientais do empreendimento", explica Serafini. A Comissão de Trabalho, Legislação Social e Seguridade Social e a Comissão de Segurança Alimentar, ambas da Alerj, estão à frente da audiência pública.

Editado por: Clívia Mesquita

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