COPEL E IMPASSE

BNDESPar pede que Copel altere pauta da Assembleia Geral

Pedido tentar adiar votação sobre conversão de ações preferenciais em ordinárias

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Mais de 300 pessoas participaram da Audiência Pública que debateu a privatização da Copel | Crédito: Manoel Ramires

por Jornal Plural

A BNDES Participações S.A., que detém 12,4% das ações ordinárias da Copel, quer que a empresa retire quatro itens da pauta da Assembleia Geral de acionistas que acontece nesse dia 10 de julho. Os itens se referem a entrada da estatal no Novo Mercado da B3 e a conversão de ações preferenciais em ações ordinárias.

Em comunicado assinado pelo presidente do BNDES, Aloizio Mercadante Oliva, o banco afirma que irá considerar a “natureza estratégica” da Copel nas deliberações da Assembleia Geral. Depois do Governo do Paraná, que detém 69,7% das ações ordinárias da Copel, a BNDESPar é a segunda maior acionista com direito a voto da empresa.

Uma das ações previstas em pauta – a conversão de ações preferenciais em ordinárias – irá diluir o poder de voto do Governo do Paraná e do BNDESPar. Como o governo paranaense irá abrir mão do papel de acionista controlador, a estatal passaria a estar sujeita a composição acionária do momento. Outra decisão é a conversão dos Units – conjuntos de tipos diferentes de ações – em conjuntos com uma ação ordinária e quatro preferenciais.

Em resposta à solicitação da BNDESPar a Copel informou os acionistas que irá votar a alteração da pauta no início da Assembleia. Durante a reunião também será analisada a proposta de transformação da empresa em companhia de capital disperso e sem acionista controlador. Todas essas ações são parte da privatização da empresa, que é a principal concessionária de energia elétrica do Paraná.

Em comunicado com data de 30 de junho, o BNDESPar informou que iria se manifestar sobre a privatização da Copel na Assembleia Geral: “Tal posicionamento, a ser oportunamente registrado, levará em consideração a natureza estratégica da Companhia e o seu relevante papel para segurança energética do Brasil, bem como assegurará os direitos e interesses do BNDES como banco público, que financia e participa da empresa há 30 anos”.

Editado por: Pedro Carrano

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