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Caso João Pedro: nove policiais serão ouvidos como testemunhas nesta quarta-feira (12)

Crime completou três anos sem que a investigação tenha sido concluída com a punição dos envolvidos

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O adolescente João Pedro, de 14 anos, levou um tiro na barriga dentro de casa, em Praia da Luz, São Gonçalo, região metropolitana do Rio | Crédito: Arquivo pessoal

Nesta quarta-feira (12), uma nova audiência que apura a morte do adolescente João Pedro Mattos Pinto, de 14 anos, deve ouvir nove policiais civis como testemunhas. O crime completou três anos sem que a investigação tenha sido concluída com a punição dos envolvidos.

O adolescente foi morto com um tiro de fuzil no quintal de casa, no Complexo do Salgueiro, em São Gonçalo, região metropolitana do Rio, durante operação conjunta das polícias Civil e Federal.

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Os policiais Mauro José Gonçalves, Maxwell Gomes Pereira e Fernando de Brito Meister são réus por homicídio duplamente qualificado e fraude processual. Eles teriam alterado o local do crime com a intenção de criar vestígios de um suposto confronto com criminosos, que na verdade não aconteceu. 

No dia 24 de maio, cinco policiais federais contaram que não houve confronto e troca de tiros durante a operação. Eles foram ouvidos, por videoconferência, também como testemunhas. Segundo o Tribunal de Justiça do Rio (TJ-RJ), já foram realizadas duas audiências de instrução do caso em 2022, em setembro e novembro.

Relembre o caso

A morte de João Pedro causou comoção nacional e foi base para a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que determinou que as polícias só poderiam realizar operações em favelas e na periferia do Rio em "hipóteses absolutamente excepcionais" durante a pandemia.

O crime que vitimou João Pedro ocorreu na noite do dia 18 de maio de 2020. O jovem brincava em casa com amigos quando policiais entraram atirando. Ele foi atingido por um disparo de fuzil na barriga e levado em um helicóptero da Polícia Civil. O corpo chegou a ficar desaparecido, sendo encontrado pela família no dia seguinte no Instituto Médico Legal (IML).

Na época, os três policiais acusados pelo crime eram lotados na Coordenadoria de Recursos Especiais (Core). O interrogatório dos réus está marcado para o dia 2 de agosto. 

Editado por: Clívia Mesquita

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