Uma das áreas de maior destaque do governo Lula, como já se esperava, são as relações internacionais.
Voltamos a ver em cena o governo brasileiro como negociador com inteligência. Em um terreno difícil, Lula tem se recusado a criminalizar a Venezuela bolivariana, contribuindo na crítica contra o bloqueio econômico sofrido pelo país vizinho e na proposta de eliminação das sanções internacionais.
Além disso, no sentido oposto da OTAN, que pretende estender a guerra com a Rússia, Lula tem tido a habilidade de advogar por uma saída programática para o conflito.
Com isso, evita-se o atrelamento imposto, por Temer e Bolsonaro, entre o Brasil e as posições do governo dos EUA.
Na participação na cúpula entre a UE e a Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (Celac), o governo brasileiro evidenciou a necessidade de negociação evitando desigualdades habituais quando se trata da relação entre nosso continente e as potências centrais.
Necessitamos de uma diplomacia preocupada com a soberania nacional, os interesses dos povos do Sul Global e com independência em relação às decisões do governo dos EUA. Até o momento, Lula tem se saído bem nesses indicativos.

