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União europeia acena com flexibilidade a exigências de Lula sobre acordo com Mercosul

Presidente do Brasil critica artigo que permite participação de empresas europeias em licitações governamentais

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Chefes de Estado do Mercosul em reunião anual na cidade de Puerto Iguazú | Crédito: Flickr/Palácio do Planalto

A União Europeia acenou que pode ceder às exigências do presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva para fechar o acordo de livre comércio com o Mercosul ainda em 2023. A informação foi dada em entrevista do embaixador da UE em Brasília, Ignacio Ybáñez, ao jornal Estadão nesta terça-feira (25/07).

Uma das principais críticas de Lula é sobre o artigo que permite a participação de empresas europeias em licitações governamentais nos países do bloco sul-americano, e vice-versa.

"Nós vamos ser flexíveis. Para nós, o acordo é muito mais importante do que as compras públicas, que pequenos detalhes que podem se fechar ao final da negociação", disse Ybáñez.

"O acordo é uma aposta mirando para o futuro, e pensamos que as duas partes ganham. Se não ganhamos em tudo, já buscaremos uma certa compensação olhando pra frente", acrescentou.

Segundo o diplomata, "seria uma pena" não concluir o acordo comercial, que é discutido há mais de 20 anos pelos dois blocos.

Lula é o atual presidente pro tempore do Mercosul e já reiterou em diversas ocasiões que deseja fechar o pacto ainda em 2023, porém deixou claro que não abrirá mão das compras públicas como instrumento de política industrial.

(*) Com Ansa.

Conteúdo originalmente publicado em: Opera Mundi

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