8 de janeiro

Câmara Legislativa do DF deve ouvir ex-secretário de Segurança Anderson Torres em CPI dos Atos Antidemocráticos

Para esta quinta (3), está previsto depoimento do major da PM do DF suspeito de facilitar invasão ao prédio do STF

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CLDF retoma atividades após recesso de julho | Crédito: Carlos Gandra/CLDF

A Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) iniciou, nesta terça-feira (1º), os trabalhos legislativos do semestre, com previsão de retomada da CPI dos Atos Antidemocráticos, que, segundo o presidente da Comissão, Chico Vigilante (PT), deve ser concluída até setembro. 

“Nós vamos trabalhar para terminar a CPI no prazo. Vamos continuar persistindo no objetivo de encontrar os financiadores dos atos e encaminhar para a Justiça”, destacou Chico Vigilante, adiantando que depoentes importantes que ainda não compareceram à CPI deverão ser ouvidos, como o ex-secretário de Segurança Pública do DF, Anderson Torres. 

Para esta quinta-feira (3), durante a primeira reunião da CPI dos Atos Antidemocráticos depois do recesso, está previsto o depoimento de Flávio Silvestre de Alencar, major da Polícia Militar do DF, responsável pela segurança da Esplanada dos Ministérios no dia 8 de janeiro. Alencar foi preso em maio, durante a Operação Lesa Pátria, suspeito de ordenar o recuo das tropas para facilitar a invasão do prédio do Supremo Tribunal Federal (STF). 

No calendário da CPI para o mês de agosto, estão previstos os depoimentos de Anderson Torres, no dia 10; do diretor do Departamento de Combate à Corrupção e ao Crime Organizado da Polícia Civil do DF, Leonardo de Castro Cardoso, no dia 17; do tenente-coronel do Exército Brasileiro Mauro Cesar Barbosa Cid, no dia 24; e do coronel da Polícia Militar do DF Reginaldo de Souza Leitão, no dia 31. 

Outros temas

A Câmara Legislativa do Distrito Federal pretende ainda discutir o parcelamento do solo, a Lei de Uso e Ocupação do Solo (Luos), além do Plano Diretor de Ordenamento Territorial (PDOT).

“Temos pela frente projetos importantes como a revisão da LUOS”, afirmou o vice-presidente da CLDF, Ricardo do Vale (PT). Segundo ele, também poderá haver discussão sobre alteração na carga tributária do DF, como o ICMS.

Editado por: Flavia Quirino e Rodrigo Chagas

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