Para Valéria Borba, procuradora-geral de contas do Ministério Público de Contas, “essa é uma questão muito séria. Este é o patrimônio do Paraná. Já estamos ouvindo que as ações da Copel não são nossas e que já pertencem ao Itaú. Segredo de justiça nessa causa, é muito grave”, argumenta. Valéria também resgatou a venda da Copel Telecom e os gastos de publicidade da Copel para vender a empresa.
“Alguma coisa que está sendo vendida e se gasta tanto em publicidade? Me assusta a falta de respaldo do povo paranaense. Foi um pacotaço no ano passado. Como 40% da Alep renovada, como eles poderiam autorizar a venda da Copel?”, se alarma a representante do MP de Contas, que complementou: “Dizem que a Copel é o orgulho dos paranaenses. Pois estão vendendo o orgulho dos paranaenses por apenas R$ 3,5 bilhões. O nosso governador está brincando com o social, com o agronegócio, com a nossa conta que vai subir muito nos próximos anos, vendendo logo após uma pandemia”.
A declaração foi dada durante a sessão que analisou a cassação da decisão do conselheiro Maurício Requião, que parava a privatização. Ao final, o colegiado manteve a decisão do presidente do TCE, considerada autoritária e sem transparência.

