PLANO DE CARREIRAS

Professores municipais aprovam continuidade da greve

Movimento que já havia se realizado, retornou hoje (17) e tem sequência no dia 18

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No final da tarde de hoje (17), por volta das 17h, uma assembleia cheia, bem ao lado da prefeitura de Curitiba, aprovou a continuação da greve, que entra no seu segundo dia amanhã (18). O clima era de insatisfações das diferentes representações de escolas e regiões presentes. Antes da votação, o magistério, na sua maioria professoras, fizeram debates divididas em núcleos para avaliar a manutenção ou não da greve.

O motivo dessa luta é a insatisfação do magistério com o projeto de Plano de Carreiras apresentado pela prefeitura. João Paulo de Souza, da coordenação do Sismmac, afirma que, em uma categoria de cinco mil professores, 4 mil passaram pela concentração da greve. "Cerca de 30% das professoras estão com os seus salários congelados, nos últimos seis, sete, dez anos, recebendo o inicial da carreira, independente da formação, da titulação que tenham obtido neste período. Então, querem ser atendidas nas suas pautas", afirma.

De acordo com a entidade sindical, mesmo com as alterações, a proposta de Greca (PSD) limita a possibilidade de crescimento na carreira. Para o sindicato, cerca de 80% do magistério ficaria excluído no chamado crescimento horizontal (a partir de avaliações). Bem como o crescimento vertical (formação e especialização na carreira), na proposta oficial, excluiria 95% do magistério.

O movimento paredista teve então começo no dia 8 de agosto, na volta do período letivo, mas foi suspenso na semana passada. Agora, a perspectiva é iniciar a semana em paralisação como forma de pressionar eventual votação dos projetos referentes ao plano de carreiras.

O trauma do episódio conhecido com a votação do pacotaço, em junho de 2017, quando a votação de cortes no funcionalismo foi transferida para a Ópera de Arame, com direito a cavalaria e gás lacrimogêneo da PM, marcou a vida e a fala de muitas presentes ali.

Avaliações

Antes da votação, que aprovou por maioria significativa a manutenção de braços cruzados, algumas professoras subiram ao caminhão de som para algumas avaliações:

"Voltar pra escola seria enfraquecer o movimento. E vai diminuir cada vez mais. Agora entramos e vamos até o fim. Estamos perdendo. A educação de Curitiba está perdendo" que o futuro está em nossas mãos", afirmou uma das grevistas.

"É uma greve inteligente e a prefeitura está se desgastando, mas nós não estamos nos desgastando", afirma Miguel Baez, professor há quarenta anos no magistério.

Críticas e alegação

Durante a tarde de greve, servidores e direção sindical criticaram o fato de não terem sido recebidos pela gestão municipal em mesa de negociação. Por meio de nota, a Prefeitura alegou que a greve dos professores é ilegal, conforme decisão do Tribunal de Justiça do Paraná. A administração municipal também alega que, antes de enviar os seis Projetos de Leis (PLs) que alteram as carreiras dos servidores, as pautas foram discutidas com as categorias.


Categoria reuniu-se em núcleos de debate antes da votação / Pedro Carrano

Editado por: Fredi Vasconcelos

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