Explosão

Rússia é atingida por maior ataque de drones desde o início da guerra da Ucrânia

Seis regiões russas foram atingidas por drones simultaneamente, incluindo o aeroporto internacional de Pskov

Imagem reproduzida nas redes sociais de grande explosão que atingiu uma cidade após ataque de drones
Imagem reproduzida nas redes sociais de grande explosão que atingiu uma cidade após ataque de drones | Crédito: Reprodução redes sociais

Pela primeira vez desde o início da guerra da Ucrânia, a Rússia sofreu um ataque simultâneo de drones em várias regiões do país. Seis regiões russas foram atingidas por veículos não tripulados na noite da última terça-feira (29). O ataque mais forte aconteceu no aeroporto internacional de Pskov, no noroeste da Rússia, no qual foi relatado um grande incêndio. 

O número de drones e a dimensão dos danos ainda não foram especificados, mas, segundo informações preliminares, não há vítimas entre a população.

A informação sobre os ataques foi confirmada pelo governador da região de Pskov, Mikhail Vedernikov, que observou que os militares russos realizaram o trabalho de repelir o ataque. "Desde o início do incidente, estive pessoalmente no local. Segundo informações preliminares, não há vítimas. A escala da destruição está sendo especificada", disse.

O Ministério para Situações de Emergência da Rússia, por sua vez, informou que o ataque danificou um avião de transporte militar Il-76. De acordo com a agência de notícias estatal Tass, quatro aeronaves teriam sido danificadas. 

Foi informado que o aeroporto internacional de Pskov não atenderá voos civis durante todo o dia. 

A Rússia acusou a Ucrânia pelo ataque de drones no aeroporto. Kiev não reconheceu oficialmente o seu envolvimento, mas o porta-voz do departamento de Inteligência do Ministério da Defesa da Ucrânia, Andrey Yusov, disse que quatro aviões de transporte militar Il-76 foram destruídos e vários outros danificados no ataque.

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O ataque em Pskov chamou a atenção pelo fato de que a cidade fica a 700km da fronteira com a Ucrânia, considerando uma linha reta através de Belarus, distância considerada muito extensa para o lançamento de drones. Isso levou a uma especulação de que o ataque poderia ter partido da Estônia ou da Letônia, mas não há qualquer confirmação sobre esta informação. 

Ao ser questionado por jornalistas se o ataque poderia ter partido do território dos países bálticos, o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, não respondeu, se limitando a dizer que "é prerrogativa dos nossos especialistas militares tirar tais conclusões sobre a rota destes drones".

O porta-voz declarou também que "a grande maioria dos drones voa especificamente contra alvos civis". "Continuamos e continuaremos a operação militar especial para erradicar tais ameaças contra nós", acrescentou Peskov.

Posteriormente, o Ministério da Defesa russo informou que três veículos aéreos não tripulados ucranianos foram abatidos por sistemas de defesa aérea no território da região de Bryansk. Além disso, as autoridades regionais e o Ministério da Defesa relataram drones abatidos nas regiões de Oryol, Kaluga e Ryazan. 

Nesta quarta-feira (30), relatos de ataques de drones continuaram sendo relatados pelos governadores das regiões de Voronezh e Sebastopol. Segundo as autoridades, a grande maioria dos ataques teria sido repelida pela defesa aérea. 

Ao mesmo tempo, a capital da Ucrânia e várias outras regiões foram atacadas à noite por mísseis de cruzeiro e drones do tipo Shahed. De acordo com o Comandante das Forças Armadas da Ucrânia, Valery Zaluzhny, todos os 28 mísseis de cruzeiro e 15 dos 16 drones foram abatidos. No entanto, duas pessoas morreram em Kiev.

Editado por: Thales Schmidt

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