RIVALIDADE

China proíbe funcionários de vários ministérios de usar iPhone

Aparelhos da Apple, que detém 17,2% do mercado, deverão ser trocados por concorrentes de outras marcas até final do mês

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Na China, o iPhone disputa o mercado de igual para igual com smartphones de fabricantes chineses | Crédito: Pedro Pardo / AFP – 28/6/2023

O governo chinês está proibindo seus funcionários de usarem iPhone no trabalho. A ordem foi dada em agosto a servidores de ministérios ligados a temas como investimento, comércio e relações internacionais, segundo o jornal South China Morning Post, citando cinco fontes anônimas.

A decisão foi tomada com base no entendimento de que era preciso eliminar supostos riscos à segurança nacional causados pelo uso de smartphones produzidos por uma empresa estadunidense, no caso a Apple. Aparelhos de outras marcadas estrangeiras continuam liberados.

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Aparentemente, é um tipo de veto que já vinha sendo adotado há anos em outras repartições públicas e agora foi expandido. Os funcionários terão prazo até o final deste mês para trocar seus iPhones por smartphones de outras marcas.

O iPhone é o único smartphone que detém uma fatia considerável do mercado chinês: 17,2%, empatado com a Oppo e levemente atrás da Vivo, ambas marcas chinesas, segundo o instituto de pesquisa Counterpoint Research.

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Vetos semelhantes foram impostos pelos Estados Unidos e países aliados a aparelhos de origem chinesa. A administração Biden baniu as marcas Huawei e ZTE em novembro de 2021, alegando “proteger o povo americano de ameaças à segurança nacional envolvendo telecomunicações”.

A decisão do governo chinês, que não foi tornada pública, ocorre no contexto de disputas entre Pequim e Washington sobre comércio, tecnologia e espionagem. Tensões geopolíticas entre as duas potências também se tornaram frequentes.

Dois anos atrás, Pequim proibiu a montadora de carros elétricos Tesla de entrar em áreas da administração federal e militares, sob o argumento de temer espionagem, embora a Tesla tenha declarado que seus veículos não são usados para tal finalidade.

Editado por: Thales Schmidt

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