ENDIVIDAMENTO

CredCesta, uma bomba-relógio de Greca contra os servidores e a cidade

No curtíssimo prazo esses empréstimos vão dar a falsa impressão de aquecer o consumo e o comércio local

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Em maior de 2018, Rafael Greca almoçou no Restaurante Popular da Rua da Cidadania Matriz, na Praça Rui Barbosa
Em maior de 2018, Rafael Greca almoçou no Restaurante Popular da Rua da Cidadania Matriz, na Praça Rui Barbosa | Crédito: Pedro Ribas/SMCS

A gestão Rafael Greca armou uma bomba-relógio financeira para os servidores e também para a cidade de Curitiba e seu comércio, principalmente o comércio de bairro.

Greca fez um acordo com os bancos que obviamente vai endividar os servidores públicos municipais e transferir renda, na forma de juros exorbitantes, para os bolsos do mercado financeiro, um tanto parecido com os métodos do subprime (créditos de risco) que gerou a crise econômica de 2008 nos EUA.

O acordo da Prefeitura com as instituições financeiras resultou no CredCesta. Algo que tem sua demanda lastreada na situação de arrocho salarial dos servidores e suas famílias e principalmente na penúria dos aposentados. Salários baixos até para comprar comida vai gerar uma corrida a esse “crédito” disponível.

Para dar um empurrãozinho para aquecer essa demanda por empréstimos bancários, a Prefeitura reduziu o valor do “Cartão Qualidade”, que era um adiantamento salarial, cobrado no mês subsequente e sem juros, nas compras de supermercado.

Os bancos terão a garantia de que a Prefeitura fará direta e automaticamente o desconto dos empréstimos na folha de pagamento.

Uma nota do Sindicato dos Servidores Municipais de Curitiba alerta: “… se o seu empréstimo é de R$ 2.224,14 e você resolveu pagar em 72 meses, as mensalidades serão R$104,14 (R$7.519,68 no total)”. Ou seja, o banco terá, em seis anos, um lucro de quase 400% em um único empréstimo.

No curtíssimo prazo, esses empréstimos vão dar a falsa impressão de aquecer o consumo e o comércio, mas, com o passar do tempo irão empobrecer e reduzir drasticamente o poder de compra dos milhares de servidores. Então, o dinheiro faltará para girar a economia local.

No fundo, não há segredo, são melhores salários o que pode aquecer a economia.

 

*As opiniões expressas nesse texto não representam necessariamente a posição do jornal Brasil de Fato.

Editado por: Pedro Carrano

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