JORNALISMO

Editora do Brasil de Fato DF recebe Troféu Mulher Imprensa: 'Reconhecimento necessário'

Flávia Quirino destacou a importância do trabalho jornalístico fora do eixo Rio-SP

Brasil de Fato | São Paulo (SP) |
Quirino coordena a redação regional do Brasil de Fato no Distrito Federal há dois anos - Reprodução

A editora da regional do Brasil de Fato no Distrito Federal, Flávia Quirino, recebeu nesta quinta-feira (28) o Troféu Mulher Imprensa, um dos mais prestigiados prêmios do jornalismo brasileiro, na categoria Regionalidade: Centro-Oeste.

"Muito obrigada ao Troféu Mulher Imprensa por essa iniciativa que valoriza o trabalho de todas nós e por proporcionar esse reconhecimento tão necessário para a visibilidade de profissionais da imprensa brasileira que fazem jornalismo a partir de estados fora do eixo Rio-São Paulo", disse Quirino ao receber o prêmio, em uma cerimônia na capital paulista.


Quirino: "Muito orgulho de compor esse time de editoras regionais do Brasil de Fato" / Reprodução

Flávia Quirino nasceu no Maranhão e estudou jornalismo na Universidade Federal do Tocantins (UFT), estado onde a jornalista iniciou sua militância política e sua atuação profissional.

"Eu sou maranhense, formada na Universidade Federal do Tocantins, estado onde tenho muito orgulho de ter iniciado minha profissão e militância social e política. A minha família materna é formada por mulheres que são sua base e esteio, uma família de mulheres fortes, aguerridas. Em 2002, eu fui a primeira pessoa da minha família a entrar numa universidade, universidade pública, e dedico esse prêmio primeiro a essas mulheres", disse. 

Há dois anos coordenando a redação regional do Brasil de Fato no Distrito Federal, Quirino dedicou o prêmio a "todas as lutadoras e lutadores do DF". "O Distrito Federal respira e inspira luta e resistência, e esse é um dos nossos compromissos: denunciar as injustiças anunciar as lutas."

"Por fim, dedico esse prêmio a todas as pessoas que fazem comunicação popular nesse país e que especialmente nesses últimos anos, em que enfrentamos tantas adversidades, resistiram e continuam resistindo na tarefa árdua de fazer jornalismo, com poucos recursos e apoio, mostrando no dia a dia que a democratização dos meios de comunicação é demanda urgente e necessária para uma democracia plena", defendeu.

Duas mulheres indígenas entre as vencedoras

A atual edição do Troféu Mulher Imprensa premiou duas comunicadoras indígenas pela primeira vez na história da premiação.

Luciene Kaxinawá, primeira jornalista indígena da TV brasileira, ganhou na categoria “Regionalidade: Norte”. Luciene nasceu em Rondônia, é indígena do povo Huni Kuin, também conhecido como Kaxinawá, que vive em territórios localizados entre a fronteira do Brasil com Peru. Ela exerce a profissão de jornalista desde 2014 na região Norte, formou-se em 2019 e atualmente é editora e apresentadora do Canal Futura.

Já Elizângela Baré, apresentadora da Rádio Sumaúma, recebeu o troféu na categoria “Programa de Podcast de Jornalismo”. Elizângela é a primeira indígena a fazer mestrado em Saúde Pública na Universidade de São Paulo (USP), com bolsa da Fapesp. Ela é uma liderança na Terra Indígena Cué-Cué/Marabitanas, no Alto rio Negro, Amazonas. O podcast, iniciado em setembro de 2022, é uma parceria da Rede Wayuri com Sumaúma Jornalismo do Centro do Mundo e produzido quinzenalmente pela produtora Vem de Áudio.

Conheça todas as vencedoras:

Joyce Ribeiro (TV Cultura)
Sheila Magalhães (Rádio BandNews)
Nayara Felizardo (The Intercept Brasil)
Cecília Olliveira (Fogo Cruzado)
Flávia Oliveira (Globo News)
Juliana Oliveira (Oliver Press)
Helena Bertho (Nubank)
Lais Vita (Governo de SP)
Por Elas, Por Nós (Equipe Azmina)
Rádio Sumaúma (Elizângela Baré)
Flávia Quirino (Brasil de Fato)
Raíssa França (Eufemea)
Luciene Kaxinawá (Canal Futura)
Etiene Pereira Martins (Estado de Minas)
Rosiane Correia de Freitas (Plural)

Edição: Rodrigo Durão Coelho