cerco em gaza

Israel afirma ter retomado controle sobre comunidades no sul

Militares israelenses acrescentam, porém, que "conflitos isolados" com Hamas continua

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O conflito teve início no dia 7 de outubro e é considerado o maior e mais grave das últimas cinco décadas - MAHMUD HAMS / AFP

Os militares de Israel declararam nesta segunda-feira (09/10) ter retomado o controle das localidades no sul do país que estavam sob ataque do grupo Hamas desde o início da ofensiva do grupo, iniciada no sábado.

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Segundo os militares israelenses, havia confrontos com palestinos em sete ou oito locais no sul de Israel, perto da faixa de Gaza.

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"Temos o controle total das comunidades", declarou o porta-voz dos militares de Israel, contra-almirante Daniel Hagari, numa entrevista transmitida pela televisão.

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Porém, soldados israelenses e miltantes armados ainda trocavam tiros na localidade de Kfar Azza, o que levou Hagari a acrescentar que havia confrontos isolados e que "ainda poderia haver na área".

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Horas antes, o Exército de Israel anunciou que mais de 500 alvos do Hamas e da Jihad Islâmica Palestina foram atingidos durante a madrugada desta segunda-feira por ataques aéreos e fogo de artilharia.

O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu declarou que Israel está "em guerra" com o Hamas.

O embaixador israelense na ONU, Gilad Erdan, apelou à unidade internacional que condene o ataque do Hamas a Israel, que descreveu como o "11 de setembro de Israel". "O que estamos vendo são crimes de guerra flagrantes e bárbaros: estão assassinando civis, abusando de reféns, tirando bebês das suas mães", disse.

Convocação recorde de reservistas

Israel anunciou a convocação de 300 mil reservistas em resposta ao ataque. Ainda não está claro se todos serão imediatamente enviados para combates ou se haverá treinamentos antes.

O número de convocados não tem precedentes. "Vamos para a ofensiva", declarou Hagari, mas sem esclarecer se Israel estava se preparando para invadir Gaza.

Hagari disse que os mortos israelenses estão 73 membros das forças de segurança e acrescentou que Israel respondeu matando centenas de homens armados do Hamas.

Sirenes em Jerusalém

As sirenes de alerta soaram nesta segunda-feira em Jerusalém e logo em seguida foram ouvidas detonações, afirmaram jornalistas que estão na cidade. 

As sirenes soaram por volta do meio-dia, no horário local (6h em Brasília). 

No domingo, as sirenes não soaram em Jerusalém, mas foram acionadas no sábado, no primeiro dia da ofensiva militar lançada pelo Hamas a partir da Faixa de Gaza, e os foguetes lançados pelo grupo foram então interceptados pela defesa aérea israelense.

O ataque surpresa e a retaliação israelense

O Hamas lançou no sábado um ataque surpresa ao território israelense, com o lançamento de milhares de foguetes e a incursão de soldados armados. Os infiltrados tomaram dezenas de comunidades, passando a massacrar a população civil, em alguns casos indo de casa em casa para matar moradores.

Em resposta ao ataque surpresa, Israel bombardeou a Faixa de Gaza. O total de mortos nos dois lados do confronto já passa de 1.100 nesta segunda-feira.

Segundo observadores, o sábado foi o dia mais sangrento do conflito israelo-palestino desde a guerra do Yom Kippur, há 50 anos.

vg/as (Lusa, AP, Efe)