O relatório final da CPMI do 8 de janeiro que pede indiciamento do ex-presidente Jair Bolsonaro e mais 60 pessoas por tentativa de Golpe de Estado ainda teme pelo futuro da democracia brasileira. O documento com mais de 1,3 mil páginas diz que “embora as instituições democráticas brasileiras tenham sobrevivido às tentativas de ruptura, as ameaças ainda pairam no ar”.
Isso se deve a falta de condenações até o momento e a liberdade dos financiadores, agitadores e do seu autor intelectual, Bolsonaro. As milícias digitais continuam ativas e operantes, fazendo da retórica do ódio o seu meio, e das fake news o seu objeto, parcelas importantes das forças de segurança pública persistem capturadas pelo bolsonarismo e setores das Forças Armadas continuam a flertar com o autoritarismo.
Quanto ao ex-presidente, a conclusão do relatório aponta para um projeto de destruição, de desregulamentação, de corrosão institucional levado a cabo por Jair Bolsonaro. Ele tentou “uma insurreição que deixasse os poderes constituídos de joelhos; uma rebelião que enfraquecesse o governo que apenas começava e que espalhasse o caos”.
