Investigação

Grupo de Atuação do MP cumpre mandados de busca e apreensão contra milicianos na Zona Oeste do Rio

As ações acontecem por meio do Grupo de Atuação Especializada no Combate ao Crime Organizado e a Polícia Federal

Brasil de Fato | Rio de Janeiro (RJ) |
Ao todo foram 17 os denunciados pelo Grupo de Atuação pelo crime de organização criminosa de natureza paramilitar voltada a dominação de território - Divulgação

Na manhã desta quarta-feira (1º), o Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) informou que cumpre 13 mandados de prisão e 15 de busca e apreensão contra integrantes de milícia atuante na comunidade de Rio das Pedras, Muzema e adjacências, na Zona Oeste do Rio. As ações acontecem por meio do Grupo de Atuação Especializada no Combate ao Crime Organizado (GAECO) e a Polícia Federal.

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A denúncia do GAECO/MPRJ foi recebida pela 1ª Vara Criminal Especializada em Organização Criminosa da Capital. Os mandados da operação chama de "Embryo", em razão do local de origem da milícia, alvo da operação, requeridos pelo MP estão sendo cumpridos na Zona Oeste, em endereços ligados aos alvos. A operação conta com o apoio de agentes da Coordenadoria de Segurança e Inteligência (CSI/MPRJ).

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Na tarde da terça-feira (31), durante outra ação conjunta foram presos dois milicianos, Taillon de Alcântara Pereira Barbosa e Dalmir Barbosa, pai e filho. Tailon era o alvo dos traficantes que executaram, por engano, o médico Perseu Ribeiro de Almeida, com outros dois colegas, em um quiosque na Barra da Tijuca, no início deste mês.  

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Ao todo foram 17 os denunciados pelo Grupo de Atuação pelo crime de organização criminosa de natureza paramilitar voltada a dominação de território, extorsões, homicídios, tortura, como forma de garantir o monopólio na exploração de bens essenciais e serviços públicos, bem como cobrança de taxas de moradores e comerciantes. 

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Investigações, por meio de medidas cautelares, apontam ainda indícios da aplicação de técnicas próprias do meio empresarial para otimização do lucro como fatiamento da base territorial, gerenciamento descentralizado e multiplicidade das frentes de atuação. A denúncia aponta também indícios da interligação entre as atividades espúrias entre milícia e narcotráfico.

Fonte: BdF Rio de Janeiro

Edição: Mariana Pitasse