Oriente Médio

Famílias brasileiras ainda estão presas em Gaza, em mais um dia de fronteiras fechadas

Países árabes e islâmicos realizam cúpula extraordinária e exigem fim dos ataques israelenses ao território palestino.

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Famílias palestinas que fugiram do norte de Gaza improvisam acampamentos na cidade de Khan Yunis, no sul da região | Crédito: © Mahmud Hams

A fronteira da Faixa de Gaza com o Egito permaneceu fechada neste sábado (11) e as famílias brasileiras que aguardam a repatriação continuam impedidas de deixar o local. Após uma espera de quase um mês, o grupo recebeu autorização para sair do local na sexta-feira (10), mas a decisão ainda não foi concretizada.  

Segundo o embaixador do Brasil na Cisjordânia, Alessandro Candeias, não há previsão de quando a passagem entre Rafah e o território egípcio será aberta. Ele explicou que um comboio de ambulâncias tem prioridade para cruzar a fronteira, mas está preso no norte de Gaza por causa dos bombardeios. 

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O governo brasileiro mantém uma aeronave na cidade do Cairo para trazer as famílias ao país desde 18 de outubro. São 34 pessoas, 24 brasileiras, 3 familiares e 7 imigrantes da Palestina em processo para se fixar no Brasil. No grupo há 18 crianças. 

Controlada por autoridades israelenses e egípcias, a fronteira, a passagem humanitária tem sido marcada por instabilidades logísticas e diplomáticas, o que dificulta a saída de cidadãos e cidadãs que querem fugir da zona bombardeada por Israel há mais de um mês.  

Cúpula emergencial

Líderes de países islâmicos e árabes se reuniram em uma cúpula conjunta extraordinária neste sábado, realizada em Riad, Arábia Saudita. O grupo divulgou um comunicado em que pede a interrupção da venda de armas para Israel e o fim do cerco a Gaza, com a entrada de ajuda humanitária. 

O texto classifica os ataques israelenses ao território palestino como “crime de guerra e massacre bárbaro e desumano.” As lideranças que participaram do encontro exigiram que o Conselho de Segurança das Organização das Nações Unidas (ONU) adote uma resolução definitiva para o cenário. 

Segundo a agência de notícias internacional Al Jazeera, inicialmente estava prevista a participação das 22 nações da Liga Árabe, mas a reunião foi expandida e incluiu a Organização para a Cooperação Islâmica (OCI), que reúne 57 países.  

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O Ministério das Relações Exteriores da Arábia Saudita afirmou que a reunião conjunta da Liga Árabe e da OCI é uma “resposta às circunstâncias excepcionais na Faixa de Gaza”. Segundo ele, as nações perceberam a necessidade de unificar esforços e posicionamentos. 

Ainda de acordo com a Al Jazeera, o presidente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas, fez uma alerta para a intensificação das incursões das forças israelenses não só na Faixa de Gaza. "Nenhuma solução militar e de segurança é aceitável, pois todas falharam. Rejeitamos categoricamente quaisquer esforços para deslocar nosso povo de Gaza ou da Cisjordânia.” 

O presidente do Irã, Ebrahim Raisi, que vem alertando a comunidade internacional sobre os riscos de expansão da guerra se os ataques israelenses continuarem, também esteve no evento. A agência internacional de notícias relatou que ele voltou a exigir o fim dos bombardeios. 

"Os governos islâmicos deveriam designar o exército do regime ocupante e agressor como uma organização terrorista”, disse ele ao se referir a Israel.  

Com informações da Agência Brasil

Editado por: Monyse Ravena

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